O tema “movimentos sociais” no Brasil sempre está envolto em preconceitos e dilemas. Por um lado, existe a errônea impressão de um “povo pacífico”; por outro, cumpre o desafio de entender as dinâmicas muito próprias dos movimentos sociais no país a partir de suas épocas e de seus contextos especializados. A cientista política Maria da Glória Gohn, percebe algumas etapas no desenvolvimento dos movimentos sociais no passado recente do Brasil. Com base no livro Movimentos Sociais no início do século XXI: antigos e novos atores sociais, leia os seguintes itens e, em seguida, classifique quais estão corretos:
I. Nos anos de 1960 e 1970, grande parte dos movimentos sociais é reprimido pela Ditadura Militar que governou o país entre 1964 e 1985, de modo que, os principais movimentos de resistência eram clandestinos, alguns recorrendo até à luta armada.
II. No final dos anos 1970, há uma retomada dos movimentos na medida em que a Ditadura inicia um processo de abrandamento.
III. Os anos 1980 são marcados pela emergência de uma série de novos movimentos sociais e novos atores políticos que vão contribuir em grande medida para a pressão popular e a conquista de muitos novos direitos sociais, inclusive na própria Constituição Federal de 1988.
IV. Os anos 1990 veem os movimentos “encolherem”, o que leva aos cientistas políticos tentarem entender porque foram desmobilizados, mas a autora afirma que houve apenas a mudança de metodologias e estratégias de organização, por meio da criação de novos espaços sociais de participação, como os conselhos setoriais (de saúde, educação, assistência etc.), fóruns nacionais etc.
V. Os anos 1990, diz a autora, também viram nascer alguns movimentos novos e a consolidação de três novos movimentos sociais no país: os indígenas, os funcionários públicos (particularmente das áreas de saúde e educação) e os ecologistas.
VI. O fim dos anos 1990 vê, ainda, a consolidação de outros atores numa retomada de movimentos sociais, agora com novas estratégias de luta, como campanhas, prestação de serviços à comunidade de modo mais ou menos autônomo e, algumas delas, inclusive, por meio de parcerias com o poder público. O principal ator político desse movimento são as Organizações Não Governamentais (ONGs).
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