Uma obra basilar da historiografia brasileira foi publicada em 1936. Nela, seu autor faz “uma síntese interpretativa da trajetória brasileira”. “Ele quer identificar os obstáculos que entravam a modernização política e econômico-social-mental do país”. “O mundo que o português criou não interessa ao Brasil, que deve criar seu próprio mundo e, para fazê-lo, terá que romper com o seu passado português. A crise brasileira dos anos 1930, aliás, a eterna crise brasileira, foi criada já em Portugal no século XVI. Não é a miscigenação o nosso mal; o nosso mal é a nossa herança portuguesa”. “É por isso que ele se refere tão pouco aos índios e negros”. “O Brasil é mais português do que gostaríamos que fosse. Somos sobretudo neoportugueses e devemos nos tornar pós-portugueses, isto é, brasileiros”.
(Todos os trechos entre aspas são citações da obra de José Carlos Reis: As Identidades do Brasil. Rio de Janeiro, Ed. FGV, 1999, p.122)
A obra que está em análise no texto acima é: