Considerando a leitura de Masip (2005), sobre a formação histórica do artigo em português e espanhol, é correto afirmar que
o grego possuía artigos masculinos, femininos e neutros, mas não o latim, que levou até as últimas consequências o sistema de casos e de flexão nominal, excluindo-os. As línguas românicas, porém, diante da confusão genérica que originavam alguns nomes, introduziram os artigos.
tudo indica que o artigo português e espanhol é fruto de uma transposição, que só se entende observando a estrutura do pronome pessoal grego.
os artigos podem contrair-se com preposições em ambas as línguas, mas as fusões espanholas são muito mais abundantes que as portuguesas.
sob uma prisma reducionista, os artigos neutros espanhóis são pronomes substantivos, adjetivos ou advérbios.
a única diferença entre as duas línguas no que diz respeito ao artigo indefinido é a sua transcrição (um, uma, uns, umas, uno, una, unos, unas) condicionada provavelmente por dois fatores morfológicos característicos do português.
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