Na análise dos usos da forma “a gente” no português contemporâneo, Neves (2003) observa que essa expressão é empregada
com valor pronominal de terceira pessoa do singular, principalmente em linguagem informal, já incorporada seu uso, no entanto, na linguagem mais formal: A gente estava se preparando para buscar os alunos no pátio da escola.
com valor pronominal de primeira pessoa do plural, notadamente em variante coloquial, sendo discriminada tanto com verbo no singular como no plural: A gente foi até o local do acidente. / A gente fomos até o local do acidente.
em substituição ao pronome de primeira pessoa do plural, em mais de uma variante de língua, sendo normalmente discriminada quando o verbo da frase está conjugado no plural: Estava bem calmo ali onde a gente estávamos conversando.
em substituição a nomes próprios, intensamente na linguagem coloquial e esporadicamente na formal, sem discriminação entre singular e plural: A gente provou que tem mesmo razão. / A gente provamos que temos mesmo razão.
em substituição de pronome de primeira pessoa do plural ou de terceira pessoa do singular, principalmente na oralidade, e eventualmente na escrita, sendo, neste último caso, razão para discriminação, em enunciados como: A gente temos razão.
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