Homem de 62 anos, previamente hígido, é trazido à emergência pela família por
episódios de confusão mental flutuante há 3 semanas, acompanhados de irritabilidade, crises breves
de desorientação e alterações de memória recente. A esposa relata ainda episódios de movimentos
involuntários faciobraquiais breves e frequentes, que surgiram nos últimos dias. O paciente não
apresenta febre, não faz uso de drogas ilícitas e não possui história prévia de epilepsia. Ao exame
neurológico, encontra-se vígil, porém desorientado no tempo, com dificuldade em evocar informações
recentes. Os episódios involuntários faciobraquiais são observados durante a consulta. A punção
liquórica mostra pleocitose discreta com predomínio linfocitário, proteínas ligeiramente elevadas e
glicose normal. A hipótese de encefalite autoimune é considerada, e a ressonância magnética de
encéfalo é solicitada. O achado mais característico na ressonância magnética de encefalite límbica por
anticorpos anti-LGI1 é: