A
é vedado aos membros do Ministério Público exercer atividade político-partidária, sendo-lhes
assegurada, todavia, liberdade na vida privada para a prática de atos, fora do âmbito da atividade
funcional e da comarca onde atue, de apoio público e direto a programa de determinado candidato
ou partido político.
B
segundo disciplina a Resolução CNMP nº 82, de 29 de fevereiro de 2012, em consonância com a Lei
nº 8.625, de 12 de fevereiro de 1993, as audiências públicas poderão ser promovidas por iniciativa de
Centro de Apoio Operacional, para instruir procedimento sob responsabilidade de Promotoria de
Justiça ligada à sua atividade, mapeando demanda social contemplada em inquérito civil instaurado
e, assim, subsidiando a expedição de ato normativo dirigido à maior eficácia da atuação do órgão de
execução.
C
considerando a necessidade de se consolidar, no âmbito do Ministério Público, uma política
permanente de incentivo e aperfeiçoamento dos mecanismos de autocomposição, bem assim a
importância da prevenção e da redução da litigiosidade, em conformidade com a Resolução CNMP
nº 118, de 1º de dezembro de 2014, é possível, mesmo nos casos de violência de gênero, a adoção
de práticas restaurativas, nas quais o infrator, a vítima e quaisquer outras pessoas ou setores,
públicos ou privados, da comunidade afetada, com a ajuda de um facilitador, participam
conjuntamente de encontros, visando à formulação de um plano restaurativo para a reparação ou
para a minoração do dano, a reintegração do infrator e a harmonização social.
D
a recomendação é instrumento de atuação extrajudicial do Ministério Público, com o objetivo de
persuadir o destinatário a praticar ou deixar de praticar determinados atos em benefício da melhoria
dos serviços públicos e de relevância pública ou do respeito aos interesses, direitos e bens defendidos
pela instituição, servindo, assim, como instrumento de prevenção de responsabilidades ou correção
de condutas. Em casos de urgência e relevância, visando a máxima utilidade e efetividade, a
recomendação pode ser feita oralmente e, posteriormente, reduzida a termo, de ofício, em sede de
notícia de fato, mediante ordem clara e objetiva, adequadamente divulgada, diretamente a pessoa
que figure no polo passivo de ação judicial com o mesmo objeto, como forma de obter mais
celeremente o resultado pretendido em recurso interposto pelo Ministério Público, segundo dispõe a
Resolução CNMP nº 164, de 28 de março de 2017.
E
conforme a Resolução CNMP nº 23, de 17 de setembro de 2007, esgotadas todas as possibilidades
de diligências, o membro do Ministério Público, caso se convença da inexistência de fundamento para
a propositura de ação civil pública, promoverá, fundamentadamente, o arquivamento do inquérito civil
ou do procedimento preparatório, remetendo os autos, juntamente com a promoção de arquivamento,
ao órgão de revisão competente, no prazo de 3 (três) dias, contado da comprovação da efetiva
cientificação pessoal dos interessados, através de publicação na imprensa oficial, quando não
localizados os que devem ser cientificados. A remessa é dispensável, entretanto, quando se tratar de
arquivamento de investigação que tenha decorrido de desarquivamento de inquérito civil para apurar
fato novo. De igual modo, dispensa-se a referida remessa quando houver ajuizamento de ação civil
pública em relação a qualquer dos fatos lesivos que tenham sido objeto da investigação, caso em que
o controle do arquivamento em relação aos demais será de natureza judicial.