Nos anos 90, consolidam-se as propostas neoliberais que legitimam o processo de reestruturação produtiva da instalação do Estado Mix, como uma redefinição das possibilidades do sistema de proteção social, definido na proposta de Seguridade Social, e garantido na Constituição de 1988. Nesse cenário contraditório, é que se consolida o projeto-ético-político do Serviço Social, ou seja, em finais da década, implementa-se a proposta da Carta Constitucional e, ao mesmo tempo, tem-se a operacionalização das propostas neoliberais financiadas e assumidas pelo Estado brasileiro: por Collor de Mello, depois por Fernando Henrique Cardoso e, em menor proporção, pelo Governo Lula.
Com base na análise do texto, pode-se afirmar:
Os ideários modernos são originários da revolução burguesa que difundem valores, como liberdade, igualdade e fraternidade, ideais que estão assegurados em nossa constituição cidadã, mas, concretamente, ao mesmo tempo que em 1988 se aprova a Carta Magna garantindo direitos sociais, proteção social e seguridade social, o Brasil abre as portas por completo às propostas neoliberais, instaurando o Estado Mix, isto é, um Estado privatizador que cada vez mais deixa as obrigações sociais sob a responsabilidade dos governos municipais.