Leia o Texto IV e responda a questão.
Toda vez que o tema da violência e da criminalidade urbana é chamado à discussão, o ponto nevrálgico do debate acaba sendo naturalmente as organizações policiais, cujo papel de manter a lei e preservar a ordem pública é direto e executivo. Nos noticiários, em nossas conversas informais e mesmo nos fóruns governamentais e acadêmicos, somos inevitavelmente conduzidos a enfrentar algumas questões com implicações práticas e, talvez por isso, muito espinhosas!$ ^{a)} !$ em relação às polícias.
De um lado, cobramos a pronta atuação e a produtividade dos meios de força policiais no enfrentamento!$ ^{b)} !$ da desordem, do crime e da violência; de outro, exigimos sua adesão e a subordinação incontestável!$ ^{c)} !$ ao estado de direito. Em outras palavras, cobramos dos policiais, em cada curso escolhido ou em cada ocorrência atendida em alguma rua de nossa cidade, que produzam resultados efetivos sem violar as garantias individuais e coletivas.
Não há nada de absurdo nisso, pois a tensão estrutural!$ ^{d)} !$ na realização de um ato que pressupõe o emprego da força ou a sua ameaça e que seja, a um só tempo, produtivo, legal e legítimo é inerente às forças comedidas. Diferentemente do que se pode, à primeira vista, imaginar, as agências policiais encontram sua razão de ser exatamente na arte de fazer convergir, em nível operacional, a legitimidade e a legalidade, elementos por vezes conflitantes.
Jacqueline de Oliveira Muniz. Qual Estado? Qual ordem? Qual polícia? In: Ser policial é, sobretudo, uma razão de ser. Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro. Internet: www.ucamcesec.com.br
Assinale a opção em que a palavra apresentada pertence à mesma classe gramatical do vocábulo “criminalidade”, constante na linha 1 do texto IV.