Leia o texto I para responder a questão.
Em dezembro de 2008, a Declaração Universal dos Direitos Humanos completou 60 anos como um marco internacional de reconhecimento !$ ^{a)} !$da dignidade do ser humano, diante, porém, do desafio de abandonar o idealismo pela efetividade.
A Declaração transformou o discurso legislativo mundial, mas a eficácia das leis é um problema à parte. Não basta legislar para realizar. É necessário que os ideais proclamados pela Declaração se tornem parte da cidadania e um mecanismo 5 de orientação na construção de políticas públicas!$ ^{b)} !$.
A Declaração foi assinada em 10 de dezembro de 1948 como uma esperança comum às principais potências mundiais, que acabavam de presenciar as atrocidades da Segunda Guerra Mundial e queriam meios de evitar uma nova barbárie!$ ^{c)} !$. Entretanto, fora da Assembléia Geral da ONU, os governos falharam em colocar na prática a igualdade proclamada pela
Declaração. O que se viu foram algumas conquistas e um grande fracasso dos líderes mundiais na defesa dos direitos humanos.
A injustiça, a desigualdade e a impunidade que inspiraram o texto continuam como marca do nosso mundo.
A Anistia Internacional é uma das maiores críticas do grande abismo entre o idealismo da Declaração e a prática. Em seu relatório anual, a organização aponta que pessoas ainda são maltratadas ou torturadas em ao menos 81 países; submetidas a julgamentos injustos em ao menos 54; e impedidas de se manifestar livremente em ao menos 77.
O desafio esbarra no mesmo idealismo que inspirou a Declaração: educar seres humanos das mais distintas culturas, valores morais e ainda profundamente!$ ^{d)} !$ marcados pelo preconceito a aceitar a todos como iguais. A maioria dos Estados impôs seus conceitos como lei, mas as pessoas não estão aptas, educadas a seguir esta lei, que fica no campo da utopia. E a mudança de mentalidade não é imediata nem fácil de conquistar.
Assinale a opção em que a palavra apresentada exerce, no texto I, a mesma função sintática do termo destacado na oração a seguir.
"A Declaração transformou o discurso legislativo mundial”.