Aponte a alternativa que, melhor, se aproxima do ensino de língua enquanto situação concreta de comunicação:
O texto como um produto – lógico – do pensamento (representação mental) do autor, cabendo pouco ao leitor/ouvinte se não captar essa representação mental [...] (KOCH, 2002, p. 16).
Segundo Bakhtin/Volochinov (1992), a língua se constitui em um processo ininterrupto, realizado por meio de interação verbal, social, entre interlocutores, não sendo um sistema estável de formas normativamente idênticas. Assim, os sujeitos são vistos como agentes sociais, pois é por meio de diálogos entre os indivíduos que ocorrem as trocas de experiências e conhecimentos em situação de interação verbal.
Conforme Bakhtin/Volochinov (1992, p. 82-83), […] “a língua é um sistema estável, imutável”, ou seja, é fechada, cujas leis são específicas e objetivas, sem haver qualquer vínculo entre o seu sistema e a sua história
Isso demonstra, como postula Travaglia (1996), que a concepção de linguagem como instrumento de comunicação separa o homem do seu contexto social, por se limitar ao estudo do funcionamento interno da língua.
Coracini (1995, p.31) defende que não há espaços, em salas de aulas de línguas, para a pluralidade de leituras, já que o professor conduz o aluno para sua leitura que, na verdade, acredita ser a única possível, e, portanto, a única correta.
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