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As Orientações Curriculares para o Ensino Médio: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, documento base para o ensino de língua materna, contribuem para o diálogo entre professor e escola acerca da prática docente, visando a uma educação pública de qualidade. Nessa perspectiva, “as ações realizadas na disciplina Língua Portuguesa devem propiciar ao aluno um refinamento de leitura e escrita, de fala e de escuta. Isso implica tanto a ampliação contínua de saberes relativos à configuração, ao funcionamento e à circulação dos textos quanto ao desenvolvimento da capacidade de reflexão sistemática sobre a língua e a linguagem” (BRASIL, 2006, p.18). Assim, com vistas a promover uma (re)significação das abordagens docentes, o documento compreende que:
I. A escola que se pretende efetivamente inclusiva e aberta a diversidade deve de ater-se ao letramento da letra como forma de ‘‘refinamento de leitura e escrita’’, portanto abrir-se para os múltiplos letramentos, os quais se constroem de forma multissemiótica e híbrida (p. 29).
II. A abordagem do letramento deve considerar as práticas de linguagem que envolve a palavra escrita e/ou diferentes sistemas semióticos: seja em contextos escolares seja em contextos não escolares (p. 28).
III. A concepção de leitura e de escrita como ferramenta de inclusão social e empoderamento é a lógica de uma proposta de ensino e de aprendizagem que busca promover letramentos múltiplos (p. 28).
IV. O aprendizado da língua implica a apreensão de práticas de linguagem, modos de usos da língua fundamentados em um sistema, cuja articulação resulta em processos compreendidos nas interações, o que explica a ampla relação entre os participantes de uma dada enunciação (p. 30).
Está correto o que se afirma em:
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Aponte a alternativa que, melhor, se aproxima do ensino de língua enquanto situação concreta de comunicação:
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Fonte: https://www.parabolaeditorial.com.br/loja/par%C3%A1bola/norma-culta-brasileira-desatando-alguns-n%C3%B3s-detail.html. Acesso em 04 jul. 2016.
Quando se trata de ensino de língua portuguesa no viés gramatical, é comum principalmente na mídia, a utilização dos conceitos norma-padrão e norma culta como se fossem equivalentes. A esse respeito, os estudos linguísticos e sociolinguísticos esclarecem que:
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Segundo o PCNs (2006, p. 37) há algumas concepções equivocadas sobre o aprendizado da leitura que devem ser superadas. Uma delas consiste no mito de que o texto possui uma única interpretação e a compreensão está nas próprias linhas do texto. Contrariando este mito, é necessário compreender que o sentido do texto aparece:
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De acordo com os PCNs, tomar o texto como “a unidade básica do ensino” possibilitaria:
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A coerência semântica diz respeito às relações de sentido entre as estruturas, palavras ou expressões presentes no texto. Para manutenção é indispensável que haja um segmento harmonioso. Analise o fragmento a seguir e responda a próxima pergunta.
Era uma vez um leão que morava na cidade. Todos os dias, ele acordava cedinho, com o som do despertador. É que a janela do seu quarto voltado para o oeste podia apreciar o nascer do sol. Um belo dia, porém o despertador parou de funcionar. O leão, no entanto, não se apertou. Deixou o despertador para trás e alugou um galo do Chico Bento.
Fonte: ELIAS, Vanda Maria; KOCH, Ingedore Villaça. Ler e escrever: estratégias de produção textual. São Paulo: Contexto, 2012.
Fazendo uma análise do texto apresentado e com base nos princípios da coerência semântica, pode-se concluir que:
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Leia o texto a seguir para responder às questões 17 e 18.
UMA HISTÓRIA DE TANTO AMOR
Clarice Lispector
Era uma vez uma menina que observava tanto as galinhas que lhes conhecia a alma e os anseios íntimos. A galinha é ansiosa, enquanto o galo tem angústia quase humana: falta-lhe um amor verdadeiro naquele seu harém, e ainda mais tem que vigiar a noite toda para não perder a primeira das mais longínquas claridades e cantar o mais sonoro possível. É o seu dever e a sua arte. Voltando às galinhas, a menina possuía duas só dela. Uma se chamava Pedrina e a outra Petronilha.
Quando a menina achava que uma delas estava doente do fígado, ela cheirava embaixo das asas delas, com uma simplicidade de enfermeira, o que considerava ser o sintoma máximo de doenças, pois o cheiro de galinha viva não é de se brincar. Então pedia um remédio a uma tia. E a tia: "Você não tem coisa nenhuma no fígado". Então, com a intimidade que tinha com essa tia eleita, explicou-lhe para quem era o remédio. A menina achou de bom alvitre dá-lo tanto a Pedrina quanto a Petronilha para evitar contágios misteriosos. Era quase inútil dar o remédio porque Pedrina e Petronilha continuavam a passar o dia ciscando o chão e comendo porcarias que faziam mal ao fígado. E o cheiro debaixo das asas era aquela morrinha mesmo. Não lhe ocorreu dar um desodorante porque nas Minas Gerais onde o grupo vivia não eram usados assim como não se usavam roupas íntimas de nylon e sim de cambraia. A tia continuava a lhe dar o remédio, um líquido escuro que a menina desconfiava ser água com uns pingos de café - e vinha o inferno de tentar abrir o bico das galinhas para administrar-lhes o que as curaria de serem galinhas. A menina ainda não tinha entendido que os homens não podem ser curados de serem homens e as galinhas de serem galinhas: tanto o homem como a galinha têm misérias e grandeza (a da galinha é a de pôr um ovo branco de forma perfeita) inerentes à própria espécie. A menina morava no campo e não havia farmácia perto para ela consultar.
Outro inferno de dificuldade era quando a menina achava Pedrina e Petronilha magras debaixo das penas arrepiadas, apesar de comerem o dia inteiro. A menina não entendera que engordá-las seria apressar-lhes um destino na mesa. E recomeçava o trabalho mais difícil: o de abrir-lhes o bico. A menina tornou-se grande conhecedora intuitiva de galinhas naquele imenso quintal das Minas Gerais. E quando cresceu ficou surpresa ao saber que na gíria o termo galinha tinha outra acepção. Sem notar a seriedade cômica que a coisa toda tomava:
– Mas é o galo, que é um nervoso, é quem quer! Elas não fazem nada demais! e é tão rápido que mal se vê! O galo é quem fica procurando amar uma e não consegue!
Um dia a família resolveu levar a menina para passar o dia na casa de um parente, bem longe de casa. E quando voltou, já não existia aquela que em vida fora Petronilha. Sua tia informou:
– Nós comemos Petronilha.
A menina era uma criatura de grande capacidade de amar: uma galinha não corresponde ao amor que se lhe dá e no entanto a menina continuava a amá-la sem esperar reciprocidade. Quando soube o que acontecera com Petronilha passou a odiar todo o mundo da casa, menos sua mãe que não gostava de comer galinha e os empregados que comeram carne de vaca ou de boi. O seu pai, então, ela mal conseguiu olhar: era ele quem mais gostava de comer galinha. Sua mãe percebeu tudo e explicou-lhe:
– Quando a gente come bichos, os bichos ficam mais parecidos com a gente, estando assim dentro de nós. Daqui de casa só nós duas é que não temos Petronilha dentro de nós. É uma pena.
Pedrina, secretamente a preferida da menina, morreu de morte morrida mesmo, pois sempre fora um ente frágil. A menina, ao ver Pedrina tremendo num quintal ardente de sol, embrulhou-a num pano escuro e depois de bem embrulhadinha botou-a em cima daqueles grandes fogões de tijolos das fazendas das minas-gerais. Todos lhe avisaram que estava apressando a morte de Pedrina, mas a menina era obstinada e pôs mesmo Pedrina toda enrolada em cima dos tijolos quentes. Quando na manhã do dia seguinte Pedrina amanheceu dura de tão morta, a menina só então, entre lágrimas intermináveis, se convenceu de que apressara a morte do ser querido.
Um pouco maiorzinha, a menina teve uma galinha chamada Eponina.
O amor por Eponina: dessa vez era um amor mais realista e não romântico; era o amor de quem já sofreu por amor. E quando chegou a vez de Eponina ser comida, a menina não apenas soube como achou que era o destino fatal de quem nascia galinha. As galinhas pareciam ter uma pré-ciência do próprio destino e não aprendiam a amar os donos nem o galo. Uma galinha é sozinha no mundo.
Mas a menina não esquecera o que sua mãe dissera a respeito de comer bichos amados: comeu Eponina mais do que todo o resto da família, comeu sem fome, mas com um prazer quase físico porque sabia agora que assim Eponina se incorporaria nela e se tornaria mais sua do que em vida. Tinham feito Eponina ao molho pardo. De modo que a menina, num ritual pagão que lhe foi transmitido de corpo a corpo através dos séculos, comeu-lhe a carne e bebeulhe o sangue. Nessa refeição tinha ciúmes de quem também comia Eponina. A menina era um ser feito para amar até que se tornou moça e havia os homens.
Disponível em: <http://claricelispector.blogspot.com.br/2008/03/uma-histria-de-tanto-amor.html>. Acesso em: 27de jun. 2016
Escolha a alternativa que contém um encaminhamento de aula de Literatura embasado nas Orientações Curriculares para o Ensino Médio (2006):
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Leia o texto a seguir para responder às questões 17 e 18.
UMA HISTÓRIA DE TANTO AMOR
Clarice Lispector
Era uma vez uma menina que observava tanto as galinhas que lhes conhecia a alma e os anseios íntimos. A galinha é ansiosa, enquanto o galo tem angústia quase humana: falta-lhe um amor verdadeiro naquele seu harém, e ainda mais tem que vigiar a noite toda para não perder a primeira das mais longínquas claridades e cantar o mais sonoro possível. É o seu dever e a sua arte. Voltando às galinhas, a menina possuía duas só dela. Uma se chamava Pedrina e a outra Petronilha.
Quando a menina achava que uma delas estava doente do fígado, ela cheirava embaixo das asas delas, com uma simplicidade de enfermeira, o que considerava ser o sintoma máximo de doenças, pois o cheiro de galinha viva não é de se brincar. Então pedia um remédio a uma tia. E a tia: "Você não tem coisa nenhuma no fígado". Então, com a intimidade que tinha com essa tia eleita, explicou-lhe para quem era o remédio. A menina achou de bom alvitre dá-lo tanto a Pedrina quanto a Petronilha para evitar contágios misteriosos. Era quase inútil dar o remédio porque Pedrina e Petronilha continuavam a passar o dia ciscando o chão e comendo porcarias que faziam mal ao fígado. E o cheiro debaixo das asas era aquela morrinha mesmo. Não lhe ocorreu dar um desodorante porque nas Minas Gerais onde o grupo vivia não eram usados assim como não se usavam roupas íntimas de nylon e sim de cambraia. A tia continuava a lhe dar o remédio, um líquido escuro que a menina desconfiava ser água com uns pingos de café - e vinha o inferno de tentar abrir o bico das galinhas para administrar-lhes o que as curaria de serem galinhas. A menina ainda não tinha entendido que os homens não podem ser curados de serem homens e as galinhas de serem galinhas: tanto o homem como a galinha têm misérias e grandeza (a da galinha é a de pôr um ovo branco de forma perfeita) inerentes à própria espécie. A menina morava no campo e não havia farmácia perto para ela consultar.
Outro inferno de dificuldade era quando a menina achava Pedrina e Petronilha magras debaixo das penas arrepiadas, apesar de comerem o dia inteiro. A menina não entendera que engordá-las seria apressar-lhes um destino na mesa. E recomeçava o trabalho mais difícil: o de abrir-lhes o bico. A menina tornou-se grande conhecedora intuitiva de galinhas naquele imenso quintal das Minas Gerais. E quando cresceu ficou surpresa ao saber que na gíria o termo galinha tinha outra acepção. Sem notar a seriedade cômica que a coisa toda tomava:
– Mas é o galo, que é um nervoso, é quem quer! Elas não fazem nada demais! e é tão rápido que mal se vê! O galo é quem fica procurando amar uma e não consegue!
Um dia a família resolveu levar a menina para passar o dia na casa de um parente, bem longe de casa. E quando voltou, já não existia aquela que em vida fora Petronilha. Sua tia informou:
– Nós comemos Petronilha.
A menina era uma criatura de grande capacidade de amar: uma galinha não corresponde ao amor que se lhe dá e no entanto a menina continuava a amá-la sem esperar reciprocidade. Quando soube o que acontecera com Petronilha passou a odiar todo o mundo da casa, menos sua mãe que não gostava de comer galinha e os empregados que comeram carne de vaca ou de boi. O seu pai, então, ela mal conseguiu olhar: era ele quem mais gostava de comer galinha. Sua mãe percebeu tudo e explicou-lhe:
– Quando a gente come bichos, os bichos ficam mais parecidos com a gente, estando assim dentro de nós. Daqui de casa só nós duas é que não temos Petronilha dentro de nós. É uma pena.
Pedrina, secretamente a preferida da menina, morreu de morte morrida mesmo, pois sempre fora um ente frágil. A menina, ao ver Pedrina tremendo num quintal ardente de sol, embrulhou-a num pano escuro e depois de bem embrulhadinha botou-a em cima daqueles grandes fogões de tijolos das fazendas das minas-gerais. Todos lhe avisaram que estava apressando a morte de Pedrina, mas a menina era obstinada e pôs mesmo Pedrina toda enrolada em cima dos tijolos quentes. Quando na manhã do dia seguinte Pedrina amanheceu dura de tão morta, a menina só então, entre lágrimas intermináveis, se convenceu de que apressara a morte do ser querido.
Um pouco maiorzinha, a menina teve uma galinha chamada Eponina.
O amor por Eponina: dessa vez era um amor mais realista e não romântico; era o amor de quem já sofreu por amor. E quando chegou a vez de Eponina ser comida, a menina não apenas soube como achou que era o destino fatal de quem nascia galinha. As galinhas pareciam ter uma pré-ciência do próprio destino e não aprendiam a amar os donos nem o galo. Uma galinha é sozinha no mundo.
Mas a menina não esquecera o que sua mãe dissera a respeito de comer bichos amados: comeu Eponina mais do que todo o resto da família, comeu sem fome, mas com um prazer quase físico porque sabia agora que assim Eponina se incorporaria nela e se tornaria mais sua do que em vida. Tinham feito Eponina ao molho pardo. De modo que a menina, num ritual pagão que lhe foi transmitido de corpo a corpo através dos séculos, comeu-lhe a carne e bebeulhe o sangue. Nessa refeição tinha ciúmes de quem também comia Eponina. A menina era um ser feito para amar até que se tornou moça e havia os homens.
Disponível em: <http://claricelispector.blogspot.com.br/2008/03/uma-histria-de-tanto-amor.html>. Acesso em: 27de jun. 2016
Assinale a alternativa correta em relação ao conto:
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Leia o recorte do artigo “O papel do professor na construção de sentidos da leitura”
disponível http://www.celsul.org.br/Encontros/04/artigos/066.htm.> acesso em 10 jun.16 >.
3. Lendo uma aula de leitura
Esta pesquisa envolveu uma professora de sexta-série do ensino fundamental, identificada por J., vinculada ao quadro docente do ensino público do Paraná. A professora ministrava vinte horas-aula semanais; tinha um tempo médio de sete anos de atividades de ensino, tendo cursado uma especialização. A turma observada era composta por quarenta alunos, com idade média de onze a treze anos, e vista, perante os professores e membros da supervisão do colégio como a melhor sexta série do seu turno.
Tomando como foco de interesse a metodologia utilizada, ou seja, a forma como J. explorou esses textos, quais os recursos por ela utilizados, quais as etapas que caracterizaram essas aulas, analisamos nosso corpus sob dois aspectos principais, conforme dito anteriormente: a organização da aula como um todo; o relacionamento entre professor-aluno e aluno-aluno.
3.1. A organização da aula
Nas cinco horas-aula transcritas, constatamos a utilização de dois textos escritos que mantinham certo vínculo temático, já que ambos abordavam questões de relacionamento do homem com o seu meio. Não nos interessa aqui, analisar esses textos, mas vale a pena observarmos que os dois foram retirados de uma coleção didática não adotada na escola, a qual se constituiu fonte de pesquisa da professora.
Em relação a esse primeiro aspecto, podemos visualizá-lo pelo quadro abaixo:
Quadro 2. Atividades realizadas por J. para exploração dos textos | ||
Texto 1 | Texto 2 | |
Antes da leitura | a) motivação; b) especificação do objetivo; c) anúncio do tema. | Idem |
Durante a leitura | a) leitura oral e individual do aluno; b) numeração dos parágrafos; c) leitura silenciosa e individual; d) estudo do léxico; e) leitura tópica por parágrafos. | a) leitura oral e individual do aluno; b) numeração dos parágrafos; c) explicação do texto, pelo professor; d) leitura silenciosa e individual; e) estudo do léxico. |
Após a leitura | Sumarização: a) resumo oral do texto, por um aluno; b) justificativa do título. | a) compreensão escrita; b) contextualização; c) correção da compreensão escrita; d) produção escrita em grupo. |
Com base nas ações descritas no quadro, analise a metodologia da professora J. e aponte a(s) alternativa(s) correta(s):
I. Priorizou a leitura oral e individual por acreditar que o significado está somente na palavra, no texto explicitado. Já o estudo do léxico e a numeração de parágrafos ocorreram por fazerem parte de um ritual e não por se apresentarem necessários à compreensão. Essa metodologia: leitura oral, numeração de parágrafos, trabalho com o vocabulário, nos revela uma concepção de texto como um conjunto de vocábulos a decifrar.
II. Em síntese, a leitura é vista como decodificação de palavras e frases, em busca do sentido único do texto; a sala de aula apresenta-se como um lugar isento de confrontações, onde o professor assume a posição de detentor do saber, e o aluno, de recebedor. O que transparece muito fortemente em J. é sua inconsistência teórica somada a uma pedagogia cristalizada por certas imagens: o professor é o informador e o avaliador; o aluno, receptáculo de informações; ao ler um texto escrito reproduzimos o “que o autor quis dizer”.
III. Referente à validade desse tipo de aula para a formação de leitores, podemos afirmar que ela contribui para a formação de pseudo-leitores (Silva, 1997), pois os momentos de confrontações, reflexões, foram mínimos e esparsos. Os alunos não chegaram ao extra-línguístico, permanecendo na constatação da escrita, impossibilitando a produção de sentido.
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Os pesquisadores da área de letras, como: Antunes (2015), Koch (200), Coraccini (1995) entres outros, têm contribuindo, com suas investigações, para uma (res)significação de concepção de linguagem e de gramática. A respeito da última concepção é correto afirmar que:
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