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TEXTO 08
UMA ESPERANÇA
Aqui em casa pousou uma esperança. Não a clássica, que tantas vezes verifica-se ser
ilusória, embora mesmo assim nos sustente sempre. Mas a outra, bem concreta e verde: o
inseto.
Houve um grito abafado de um de meus filhos:
- Uma esperança! E na parede, bem em cima de sua cadeira!
Emoção dele também que unia em uma só as duas esperanças, já tem idade para isso.
Antes surpresa minha: esperança é coisa secreta e costuma pousar diretamente em mim, sem
ninguém saber, e não acima de minha cabeça numa parede. Pequeno rebuliço: mas era
indubitável, lá estava ela, e mais magra e verde não poderia ser.
[...]
(LISPECTOR, Clarice. Uma esperança (trecho). In: Felicidade Clandestina (contos). Rio de Janeiro: Rocco, 2009.)
I. A esperança não deveria ter pousado e pousou. – Adição. II. A emoção do meu filho foi grande, mesmo que tenha unido as duas esperanças. – Conformidade. III. Se bem que a esperança clássica verifique-se ser ilusória, nos sustenta sempre. – Concessão. IV. O inseto é tão concreto e verde que se diferencia da esperança clássica. – Comparação. V. Consoante era indubitável, a esperança causou um pequeno rebuliço. – Conformidade.
Estão CORRETAS, apenas, as proposições
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