Na Constituinte, a despeito de ser um reformista e monarquista constitucional, foi José Bonifácio quem apresentou o projeto mais importante e radical a respeito da abolição do tráfico e da escravidão, revelando sua grandeza de estadista.
Muito se poderia dizer também do projeto sobre os índios e sobre sua compacta correspondência e ação diplomáticas, que o qualificam como o fundador da política exterior brasileira. Homem da Ilustração, leitor de Rousseau, Dante e Milton, avançado para o seu tempo, foi logo posto fora da História, tendo sua imagem quase apagada com o revigoramento da mentalidade atrasada do Segundo Reinado.
Os principais problemas que levantou ainda aguardam resposta, como o da reforma agrária, o da construção da sociedade civil e o da educação.
Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota. História do Brasil: uma
interpretação. São Paulo: SENAC, 2008, p. 382 (com adaptações).
Considerando o texto acima e o processo histórico brasileiro pós- Independência, julgue o item.
Fica confirmada a adesão de José Bonifácio à Filosofia das Luzes do Século XVIII, como afirma o texto, quando se sabe ter sido ele leitor de Dante Alighieri, autor de A Divina Comédia.