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Foram encontradas 355 questões.

3460176 Ano: 2009
Disciplina: Francês (Língua Francesa)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Les saisons

Célèbre pour ses têtes composées à partir de plantes, de fruits ou d’animaux, le peintre Arcimboldo — né en 1526 à Milan, en Italie — a été l’un des esprits les plus fertiles et talentueux de son temps. Adulé de son vivant, notamment pour ses séries des Saisons et des Éléments, Arcimboldo le Merveilleux a été redécouvert dans la première moitié du XXème siècle par les surréalistes qui ont vu en lui l’un des précurseurs de l’art moderne.

Les tableaux d’Arcimboldo — illustrés ci-dessous — représentant les quatre saisons — la série Saisons — sont des allégories qui amusaient et intriguaient les courtisans de l’empereur Maximilien II, pour qui le peintre travaillait à Vienne. Seul un petit public cultivé pouvait en absorber le sens. Aujourd’hui beaucoup de subtilités métaphoriques sont perdues pour nous, il reste des énigmes à déchiffrer.

Enunciado 4013120-1

L’Hiver regarde Le Printemps et L’Été observe L’Automne. Chez les Romains, l’hiver était la première saison. Un tronc ressemblant à un visage forme le profil d’un vieillard au visage plein de rides1.

Le Printemps radieux contemple le visage vieillit de L’Hiver. C’est la saison du renouveau et les fleurs naissent, chassant la grisaille de L’Hiver. Le Printemps est la seule figure féminine de l’ensemble. Elle est le symbole de la procréation, du renouvellement de la nature.

L’Été est composé de fruits et de légumes. De près on ne voit que les végétaux, de loin le portrait est évident: un homme au sourire ironique.

L’Automne regarde la splendeur de L’Été. C’est le temps des vendanges et ses cheveux sont faits de grappes de raisins, de feuilles de vigne. C’est un homme mûr peint sous les traits de Bacchus, dieu du vin. Avec L’Automne, le cycle des saisons est terminé et il recommence avec L’Hiver.

1Ride: petit sillon cutané

Sylvia Ferino-Pagden. Arcimboldo. Paris: Gallimard, 2007.
Internet: <archeologue.over-blog.com> (adapté).

Considérant le texte présenté, jugez le proposition.

La série de tableaux d’Arcimboldo représentant les quatre saisons évoque le passage cyclique du temps, car le premier tableau montre L’Hiver et le dernier montre L’Automne.

 

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3460175 Ano: 2009
Disciplina: Educação Artística
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A Filosofia pode nos ajudar a analisar e compreender diversos fenômenos naturais e sociais, bem como formas de produção artística. O conceito de tempo, suas percepções sociais e o tipo de temporalidade envolvido nas mais diversas produções artísticas têm sido discutidos ao longo de toda a história da Filosofia.

O filósofo Santo Agostinho, que viveu na Alta Idade Média, dizia que o tempo é o movimento de distensão da alma humana: o passado é a memória que se possui, o futuro é a expectativa que se nutre e o presente é a atenção que se dedica a algo. A percepção do tempo, portanto, é uma articulação dessas três instâncias psicológicas.

De acordo com Fraisse, no comportamento social, “o operário pago ao dia não tem os mesmos comportamentos temporais que o membro de uma classe média pago ao mês, ou do rentier que recebe anualmente os seus dividendos ou as suas rendas”.

Fraisse, 1967. Apud K. Pomian. Enciclopédia Einaldi, vol. 29.
Lisboa: Casa da Moeda, 1993, p. 12 (com adaptações).

Para Roland Barthes, a fotografia possui uma temporalidade, que ele expressa assim: “(...) ele vai morrer. Leio ao mesmo tempo: isto será e isto foi. Observo, horrorizado, um futuro anterior em que a morte é a aposta. Dando-me o passado absoluto da pose (aoristo), a fotografia diz-me a morte no futuro. O que me fere é a descoberta desta equivalência. Diante da foto da minha mãe criança, digo para
mim mesmo: ‘(...) ela vai morrer’. Estremeço como o psicótico de Winnicott, perante uma catástrofe que já aconteceu. Quer o sujeito tenha ou não morrido, toda fotografia é essa catástrofe.”

Em obras de arte, pode haver mais de uma temporalidade sendo simultaneamente articulada. Assim, na representação cênica, há o tempo cênico, que é aquele, simultaneamente, da representação e do espectador que a está assistindo. Há também o tempo dramático, associado ao discurso narrativo, que anuncia e fixa uma temporalidade.

Patrice Pavis. Dicionário de Teatro. São Paulo:
Perspectiva, 1999 (com adaptações).

Considerando os textos acima e os diferentes aspectos relacionados ao tema por eles abordados, julgue o item.

Santo Agostinho viveu na Alta Idade Média, período de acomodação entre as estruturas de um Império Romano em desintegração e os elementos introduzidos pelos denominados bárbaros germânicos, da que resultou, com variações temporais e geográficas, o sistema feudal.

 

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3460174 Ano: 2009
Disciplina: Educação Artística
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A Filosofia pode nos ajudar a analisar e compreender diversos fenômenos naturais e sociais, bem como formas de produção artística. O conceito de tempo, suas percepções sociais e o tipo de temporalidade envolvido nas mais diversas produções artísticas têm sido discutidos ao longo de toda a história da Filosofia.

O filósofo Santo Agostinho, que viveu na Alta Idade Média, dizia que o tempo é o movimento de distensão da alma humana: o passado é a memória que se possui, o futuro é a expectativa que se nutre e o presente é a atenção que se dedica a algo. A percepção do tempo, portanto, é uma articulação dessas três instâncias psicológicas.

De acordo com Fraisse, no comportamento social, “o operário pago ao dia não tem os mesmos comportamentos temporais que o membro de uma classe média pago ao mês, ou do rentier que recebe anualmente os seus dividendos ou as suas rendas”.

Fraisse, 1967. Apud K. Pomian. Enciclopédia Einaldi, vol. 29.
Lisboa: Casa da Moeda, 1993, p. 12 (com adaptações).

Para Roland Barthes, a fotografia possui uma temporalidade, que ele expressa assim: “(...) ele vai morrer. Leio ao mesmo tempo: isto será e isto foi. Observo, horrorizado, um futuro anterior em que a morte é a aposta. Dando-me o passado absoluto da pose (aoristo), a fotografia diz-me a morte no futuro. O que me fere é a descoberta desta equivalência. Diante da foto da minha mãe criança, digo para
mim mesmo: ‘(...) ela vai morrer’. Estremeço como o psicótico de Winnicott, perante uma catástrofe que já aconteceu. Quer o sujeito tenha ou não morrido, toda fotografia é essa catástrofe.”

Em obras de arte, pode haver mais de uma temporalidade sendo simultaneamente articulada. Assim, na representação cênica, há o tempo cênico, que é aquele, simultaneamente, da representação e do espectador que a está assistindo. Há também o tempo dramático, associado ao discurso narrativo, que anuncia e fixa uma temporalidade.

Patrice Pavis. Dicionário de Teatro. São Paulo:
Perspectiva, 1999 (com adaptações).

Considerando os textos acima e os diferentes aspectos relacionados ao tema por eles abordados, julgue o item.

O ato de se tirar uma fotografia pode possuir uma temporalidade distinta daquela envolvida no ato de se pintar um quadro, haja vista que o primeiro ato pode ocorrer em um instante, ao passo que o segundo ato normalmente ocupa um intervalo de tempo perceptível por quem o realiza.

 

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3460173 Ano: 2009
Disciplina: Educação Artística
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A Filosofia pode nos ajudar a analisar e compreender diversos fenômenos naturais e sociais, bem como formas de produção artística. O conceito de tempo, suas percepções sociais e o tipo de temporalidade envolvido nas mais diversas produções artísticas têm sido discutidos ao longo de toda a história da Filosofia.

O filósofo Santo Agostinho, que viveu na Alta Idade Média, dizia que o tempo é o movimento de distensão da alma humana: o passado é a memória que se possui, o futuro é a expectativa que se nutre e o presente é a atenção que se dedica a algo. A percepção do tempo, portanto, é uma articulação dessas três instâncias psicológicas.

De acordo com Fraisse, no comportamento social, “o operário pago ao dia não tem os mesmos comportamentos temporais que o membro de uma classe média pago ao mês, ou do rentier que recebe anualmente os seus dividendos ou as suas rendas”.

Fraisse, 1967. Apud K. Pomian. Enciclopédia Einaldi, vol. 29.
Lisboa: Casa da Moeda, 1993, p. 12 (com adaptações).

Para Roland Barthes, a fotografia possui uma temporalidade, que ele expressa assim: “(...) ele vai morrer. Leio ao mesmo tempo: isto será e isto foi. Observo, horrorizado, um futuro anterior em que a morte é a aposta. Dando-me o passado absoluto da pose (aoristo), a fotografia diz-me a morte no futuro. O que me fere é a descoberta desta equivalência. Diante da foto da minha mãe criança, digo para
mim mesmo: ‘(...) ela vai morrer’. Estremeço como o psicótico de Winnicott, perante uma catástrofe que já aconteceu. Quer o sujeito tenha ou não morrido, toda fotografia é essa catástrofe.”

Em obras de arte, pode haver mais de uma temporalidade sendo simultaneamente articulada. Assim, na representação cênica, há o tempo cênico, que é aquele, simultaneamente, da representação e do espectador que a está assistindo. Há também o tempo dramático, associado ao discurso narrativo, que anuncia e fixa uma temporalidade.

Patrice Pavis. Dicionário de Teatro. São Paulo:
Perspectiva, 1999 (com adaptações).

Considerando os textos acima e os diferentes aspectos relacionados ao tema por eles abordados, julgue o item.

É possível estabelecer uma analogia entre as temporalidades envolvidas na pintura e as envolvidas na representação cênica, pois, na pintura, tal como na representação cênica, pode-se identificar o tempo do relógio, transcorrido no processo de pintar uma tela, e o tempo dramático, relativo à imagem pintada.

 

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3460172 Ano: 2009
Disciplina: Física
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A Filosofia pode nos ajudar a analisar e compreender diversos fenômenos naturais e sociais, bem como formas de produção artística. O conceito de tempo, suas percepções sociais e o tipo de temporalidade envolvido nas mais diversas produções artísticas têm sido discutidos ao longo de toda a história da Filosofia.

O filósofo Santo Agostinho, que viveu na Alta Idade Média, dizia que o tempo é o movimento de distensão da alma humana: o passado é a memória que se possui, o futuro é a expectativa que se nutre e o presente é a atenção que se dedica a algo. A percepção do tempo, portanto, é uma articulação dessas três instâncias psicológicas.

De acordo com Fraisse, no comportamento social, “o operário pago ao dia não tem os mesmos comportamentos temporais que o membro de uma classe média pago ao mês, ou do rentier que recebe anualmente os seus dividendos ou as suas rendas”.

Fraisse, 1967. Apud K. Pomian. Enciclopédia Einaldi, vol. 29.
Lisboa: Casa da Moeda, 1993, p. 12 (com adaptações).

Para Roland Barthes, a fotografia possui uma temporalidade, que ele expressa assim: “(...) ele vai morrer. Leio ao mesmo tempo: isto será e isto foi. Observo, horrorizado, um futuro anterior em que a morte é a aposta. Dando-me o passado absoluto da pose (aoristo), a fotografia diz-me a morte no futuro. O que me fere é a descoberta desta equivalência. Diante da foto da minha mãe criança, digo para
mim mesmo: ‘(...) ela vai morrer’. Estremeço como o psicótico de Winnicott, perante uma catástrofe que já aconteceu. Quer o sujeito tenha ou não morrido, toda fotografia é essa catástrofe.”

Em obras de arte, pode haver mais de uma temporalidade sendo simultaneamente articulada. Assim, na representação cênica, há o tempo cênico, que é aquele, simultaneamente, da representação e do espectador que a está assistindo. Há também o tempo dramático, associado ao discurso narrativo, que anuncia e fixa uma temporalidade.

Patrice Pavis. Dicionário de Teatro. São Paulo:
Perspectiva, 1999 (com adaptações).

Considerando os textos acima e os diferentes aspectos relacionados ao tema por eles abordados, julgue o item.

As informações apresentadas são suficientes para se concluir que a física possui temporalidade dramática.

 

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3460171 Ano: 2009
Disciplina: Artes Cênicas
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A Filosofia pode nos ajudar a analisar e compreender diversos fenômenos naturais e sociais, bem como formas de produção artística. O conceito de tempo, suas percepções sociais e o tipo de temporalidade envolvido nas mais diversas produções artísticas têm sido discutidos ao longo de toda a história da Filosofia.

O filósofo Santo Agostinho, que viveu na Alta Idade Média, dizia que o tempo é o movimento de distensão da alma humana: o passado é a memória que se possui, o futuro é a expectativa que se nutre e o presente é a atenção que se dedica a algo. A percepção do tempo, portanto, é uma articulação dessas três instâncias psicológicas.

De acordo com Fraisse, no comportamento social, “o operário pago ao dia não tem os mesmos comportamentos temporais que o membro de uma classe média pago ao mês, ou do rentier que recebe anualmente os seus dividendos ou as suas rendas”.

Fraisse, 1967. Apud K. Pomian. Enciclopédia Einaldi, vol. 29.
Lisboa: Casa da Moeda, 1993, p. 12 (com adaptações).

Para Roland Barthes, a fotografia possui uma temporalidade, que ele expressa assim: “(...) ele vai morrer. Leio ao mesmo tempo: isto será e isto foi. Observo, horrorizado, um futuro anterior em que a morte é a aposta. Dando-me o passado absoluto da pose (aoristo), a fotografia diz-me a morte no futuro. O que me fere é a descoberta desta equivalência. Diante da foto da minha mãe criança, digo para
mim mesmo: ‘(...) ela vai morrer’. Estremeço como o psicótico de Winnicott, perante uma catástrofe que já aconteceu. Quer o sujeito tenha ou não morrido, toda fotografia é essa catástrofe.”

Em obras de arte, pode haver mais de uma temporalidade sendo simultaneamente articulada. Assim, na representação cênica, há o tempo cênico, que é aquele, simultaneamente, da representação e do espectador que a está assistindo. Há também o tempo dramático, associado ao discurso narrativo, que anuncia e fixa uma temporalidade.

Patrice Pavis. Dicionário de Teatro. São Paulo:
Perspectiva, 1999 (com adaptações).

Considerando os textos acima e os diferentes aspectos relacionados ao tema por eles abordados, julgue o item.

O tempo dramático não é exclusivo do teatro, visto ser característico do discurso narrativo que anuncia e fixa uma temporalidade.

 

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3460170 Ano: 2009
Disciplina: Artes Cênicas
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A Filosofia pode nos ajudar a analisar e compreender diversos fenômenos naturais e sociais, bem como formas de produção artística. O conceito de tempo, suas percepções sociais e o tipo de temporalidade envolvido nas mais diversas produções artísticas têm sido discutidos ao longo de toda a história da Filosofia.

O filósofo Santo Agostinho, que viveu na Alta Idade Média, dizia que o tempo é o movimento de distensão da alma humana: o passado é a memória que se possui, o futuro é a expectativa que se nutre e o presente é a atenção que se dedica a algo. A percepção do tempo, portanto, é uma articulação dessas três instâncias psicológicas.

De acordo com Fraisse, no comportamento social, “o operário pago ao dia não tem os mesmos comportamentos temporais que o membro de uma classe média pago ao mês, ou do rentier que recebe anualmente os seus dividendos ou as suas rendas”.

Fraisse, 1967. Apud K. Pomian. Enciclopédia Einaldi, vol. 29.
Lisboa: Casa da Moeda, 1993, p. 12 (com adaptações).

Para Roland Barthes, a fotografia possui uma temporalidade, que ele expressa assim: “(...) ele vai morrer. Leio ao mesmo tempo: isto será e isto foi. Observo, horrorizado, um futuro anterior em que a morte é a aposta. Dando-me o passado absoluto da pose (aoristo), a fotografia diz-me a morte no futuro. O que me fere é a descoberta desta equivalência. Diante da foto da minha mãe criança, digo para
mim mesmo: ‘(...) ela vai morrer’. Estremeço como o psicótico de Winnicott, perante uma catástrofe que já aconteceu. Quer o sujeito tenha ou não morrido, toda fotografia é essa catástrofe.”

Em obras de arte, pode haver mais de uma temporalidade sendo simultaneamente articulada. Assim, na representação cênica, há o tempo cênico, que é aquele, simultaneamente, da representação e do espectador que a está assistindo. Há também o tempo dramático, associado ao discurso narrativo, que anuncia e fixa uma temporalidade.

Patrice Pavis. Dicionário de Teatro. São Paulo:
Perspectiva, 1999 (com adaptações).

Considerando os textos acima e os diferentes aspectos relacionados ao tema por eles abordados, julgue o item.

No teatro, o movimento, a voz, o gesto, o espaço, o texto, a atuação, a sonoplastia, a iluminação e os recursos cênicos utilizados procuram estabelecer o que se pode denominar máscara de atuação, para revelar questões humanas que são representadas em determinado espaço/tempo cênico e dramático.

 

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Questão presente nas seguintes provas
3460169 Ano: 2009
Disciplina: Artes Cênicas
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A Filosofia pode nos ajudar a analisar e compreender diversos fenômenos naturais e sociais, bem como formas de produção artística. O conceito de tempo, suas percepções sociais e o tipo de temporalidade envolvido nas mais diversas produções artísticas têm sido discutidos ao longo de toda a história da Filosofia.

O filósofo Santo Agostinho, que viveu na Alta Idade Média, dizia que o tempo é o movimento de distensão da alma humana: o passado é a memória que se possui, o futuro é a expectativa que se nutre e o presente é a atenção que se dedica a algo. A percepção do tempo, portanto, é uma articulação dessas três instâncias psicológicas.

De acordo com Fraisse, no comportamento social, “o operário pago ao dia não tem os mesmos comportamentos temporais que o membro de uma classe média pago ao mês, ou do rentier que recebe anualmente os seus dividendos ou as suas rendas”.

Fraisse, 1967. Apud K. Pomian. Enciclopédia Einaldi, vol. 29.
Lisboa: Casa da Moeda, 1993, p. 12 (com adaptações).

Para Roland Barthes, a fotografia possui uma temporalidade, que ele expressa assim: “(...) ele vai morrer. Leio ao mesmo tempo: isto será e isto foi. Observo, horrorizado, um futuro anterior em que a morte é a aposta. Dando-me o passado absoluto da pose (aoristo), a fotografia diz-me a morte no futuro. O que me fere é a descoberta desta equivalência. Diante da foto da minha mãe criança, digo para
mim mesmo: ‘(...) ela vai morrer’. Estremeço como o psicótico de Winnicott, perante uma catástrofe que já aconteceu. Quer o sujeito tenha ou não morrido, toda fotografia é essa catástrofe.”

Em obras de arte, pode haver mais de uma temporalidade sendo simultaneamente articulada. Assim, na representação cênica, há o tempo cênico, que é aquele, simultaneamente, da representação e do espectador que a está assistindo. Há também o tempo dramático, associado ao discurso narrativo, que anuncia e fixa uma temporalidade.

Patrice Pavis. Dicionário de Teatro. São Paulo:
Perspectiva, 1999 (com adaptações).

Considerando os textos acima e os diferentes aspectos relacionados ao tema por eles abordados, julgue o item.

Sabendo-se que, para o filósofo Aristóteles, o tempo é a medida do movimento segundo o antes e o depois, é correto concluir que o tempo cênico pode ser apreendido pela concepção aristotélica de tempo.

 

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3460168 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A Filosofia pode nos ajudar a analisar e compreender diversos fenômenos naturais e sociais, bem como formas de produção artística. O conceito de tempo, suas percepções sociais e o tipo de temporalidade envolvido nas mais diversas produções artísticas têm sido discutidos ao longo de toda a história da Filosofia.

O filósofo Santo Agostinho, que viveu na Alta Idade Média, dizia que o tempo é o movimento de distensão da alma humana: o passado é a memória que se possui, o futuro é a expectativa que se nutre e o presente é a atenção que se dedica a algo. A percepção do tempo, portanto, é uma articulação dessas três instâncias psicológicas.

De acordo com Fraisse, no comportamento social, “o operário pago ao dia não tem os mesmos comportamentos temporais que o membro de uma classe média pago ao mês, ou do rentier que recebe anualmente os seus dividendos ou as suas rendas”.

Fraisse, 1967. Apud K. Pomian. Enciclopédia Einaldi, vol. 29.
Lisboa: Casa da Moeda, 1993, p. 12 (com adaptações).

Para Roland Barthes, a fotografia possui uma temporalidade, que ele expressa assim: “(...) ele vai morrer. Leio ao mesmo tempo: isto será e isto foi. Observo, horrorizado, um futuro anterior em que a morte é a aposta. Dando-me o passado absoluto da pose (aoristo), a fotografia diz-me a morte no futuro. O que me fere é a descoberta desta equivalência. Diante da foto da minha mãe criança, digo para
mim mesmo: ‘(...) ela vai morrer’. Estremeço como o psicótico de Winnicott, perante uma catástrofe que já aconteceu. Quer o sujeito tenha ou não morrido, toda fotografia é essa catástrofe.”

Em obras de arte, pode haver mais de uma temporalidade sendo simultaneamente articulada. Assim, na representação cênica, há o tempo cênico, que é aquele, simultaneamente, da representação e do espectador que a está assistindo. Há também o tempo dramático, associado ao discurso narrativo, que anuncia e fixa uma temporalidade.

Patrice Pavis. Dicionário de Teatro. São Paulo:
Perspectiva, 1999 (com adaptações).

Considerando os textos acima e os diferentes aspectos relacionados ao tema por eles abordados, julgue o item.

A partir das informações apresentadas, é correto afirmar que o tempo cênico é aquele do relógio do espectador e dos atores, sendo também o tempo da física.

 

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3460167 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A Filosofia pode nos ajudar a analisar e compreender diversos fenômenos naturais e sociais, bem como formas de produção artística. O conceito de tempo, suas percepções sociais e o tipo de temporalidade envolvido nas mais diversas produções artísticas têm sido discutidos ao longo de toda a história da Filosofia.

O filósofo Santo Agostinho, que viveu na Alta Idade Média, dizia que o tempo é o movimento de distensão da alma humana: o passado é a memória que se possui, o futuro é a expectativa que se nutre e o presente é a atenção que se dedica a algo. A percepção do tempo, portanto, é uma articulação dessas três instâncias psicológicas.

De acordo com Fraisse, no comportamento social, “o operário pago ao dia não tem os mesmos comportamentos temporais que o membro de uma classe média pago ao mês, ou do rentier que recebe anualmente os seus dividendos ou as suas rendas”.

Fraisse, 1967. Apud K. Pomian. Enciclopédia Einaldi, vol. 29.
Lisboa: Casa da Moeda, 1993, p. 12 (com adaptações).

Para Roland Barthes, a fotografia possui uma temporalidade, que ele expressa assim: “(...) ele vai morrer. Leio ao mesmo tempo: isto será e isto foi. Observo, horrorizado, um futuro anterior em que a morte é a aposta. Dando-me o passado absoluto da pose (aoristo), a fotografia diz-me a morte no futuro. O que me fere é a descoberta desta equivalência. Diante da foto da minha mãe criança, digo para
mim mesmo: ‘(...) ela vai morrer’. Estremeço como o psicótico de Winnicott, perante uma catástrofe que já aconteceu. Quer o sujeito tenha ou não morrido, toda fotografia é essa catástrofe.”

Em obras de arte, pode haver mais de uma temporalidade sendo simultaneamente articulada. Assim, na representação cênica, há o tempo cênico, que é aquele, simultaneamente, da representação e do espectador que a está assistindo. Há também o tempo dramático, associado ao discurso narrativo, que anuncia e fixa uma temporalidade.

Patrice Pavis. Dicionário de Teatro. São Paulo:
Perspectiva, 1999 (com adaptações).

Considerando os textos acima e os diferentes aspectos relacionados ao tema por eles abordados, julgue o item.

Segundo o conceito de tempo de Santo Agostinho, tipos distintos de remuneração, como os mencionados por Fraisse, estão associados a diferentes distensões da alma.

 

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