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Muitos pastos e poucos rastos.

O tempo provou que Antônio Conselheiro, o anjo da destruição e da morte, sabia o que estava dizendo. Seria o fim? Era isso o que estava vendo, ali, diante dos seus olhos? Casas fechadas, terras abandonadas. Agora o verdadeiro dono de tudo era o mata-pasto, que crescia desembestado entre as ruas dos cactos de palmas verdes e pendões secos, por falta de braços para a estrovenga. Onde esses braços se encontravam? Dentro do ônibus, em cima dos caminhões. Descendo. Para o sul de Alagoinhas, para o sul de Feira de Santana, para o sul da cidade da Bahia, para o sul de Itabuna e Ilhéus, para o sul de São Paulo — Paraná, para o sul de Marília, para o sul de Londrina, para o sul do Brasil. A sorte estava no sul, para onde todos iam, para onde ele estava indo. Uma vez, em Feira de Santana, ficou parado na rodoviária, durante uma manhã inteira. Uma zanzação sem começo nem fim, um entra-e-sai de formigueiro vivo. Ficou embasbacado: — Se aqui não é nem bem os princípios do sul, imagine como não será o resto.

— O sul acaba no Paraguai — contou-lhe um tio da sua mulher, que finalmente apareceu no Junco, a passeio, depois de muitos anos sem que ninguém soubesse se ainda estava vivo ou morto. — Eu sei, porque estive lá. Conheço todo esse mundo, palmo a palmo.

TORRES, Antônio. Essa terra. Rio de Janeiro: Record, 2001. p. 89-90.

Nos seus respectivos contextos, os termos “o anjo da destruição e da morte” e “palmo a palmo” exercem função adjetivadora.

 

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