Juventude e masculinidade são duas palavras que andam em conjunto com o fenômeno da violência. Quando tratamos de homicídios, é incontestável a predominância de homens, tanto na posição de criminoso quanto na de vítima. De acordo com dados do Ministério da Justiça, em 2005, por volta de 90% das vítimas de homicídios intencionais eram do sexo masculino. A mesma tendência é observada no caso dos autores de homicídio, em que o percentual masculino é de 95%. Uma mudança no cenário ocorre quando focamos o crime de lesão corporal. Nesse caso, as mulheres são as vítimas mais frequentes, ocupando um pouco mais da metade das estatísticas, enquanto os homens ainda são, na maioria, os autores. Os jovens de até 24 anos de idade são os que figuram nas estatísticas com mais de 46% do total das vítimas de homicídios intencionais e mais de 50% dos autores em 2005. Esses números mostram que a violência não é um fenômeno que atinge igualmente a todos. É cometida principalmente por jovens e contra jovens, o que deixa clara a necessidade de uma política de segurança pública articulada com uma política para a juventude.
Guilherme Almeida Borges. Violência urbana
no Brasil: as vítimas e os criminosos. Internet: <www.mundojovem.com.br> (com adaptações).
Com base no fragmento de texto acima, julgue o item subsequente.
Depreende-se do texto a dispensabilidade de políticas públicas para coibir a violência entre os jovens, dado que a maior parte dos homicídios é cometida por pessoas de até 24 anos de idade.