Aquarela do Brasil, que inicialmente recebeu o nome de Aquarela Brasileira, foi composta pelo mineiro Ary Barroso no final dos anos 30, durante a Era Vargas. A música é considerada a fundadora do samba-exaltação:
Brasil, meu Brasil brasileiro
Mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
Brasil, samba que dá
Bamboleio que faz gingar
O Brasil do meu amor
Terra de nosso Senhor
Abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do cerrado
Bota o rei congo no congado
Canta de novo o trovador
A merencória luz da lua
Toda a canção do seu amor
(Disponível em: https://www.letras.mus.br/ary-barroso/163032/.)
Até então o samba era voltado à malandragem. A partir daí, o Estado Novo investiu pesado no uso da música como veículo de sua ideologia exaltando o trabalho, chegando a distribuir verbas a escolas de samba, com a condição de que trocassem temas que evocassem a malandragem por temas nacionalistas e patriotas incentivando ao trabalho. Vários autores da sociologia se debruçam no estudo da ideologia, seu significado e presença na história, sendo que: