O uso inadequado e indiscriminado de antimicrobianos afeta tanto os pacientes que os utilizam quanto o ambiente hospitalar, uma vez que favorece a emergência e disseminação de cepas multirresistentes, além de aumentar a possiblidade da ocorrência de EAMs. Ainda potencializam o risco de morbidade e mortalidade e propiciam um maior consumo de recursos em saúde, agregando custos adicionais a esquemas farmacoterapêuticos. Segundo Ribeiro (2000), “promover o uso racional de antimicrobianos, preservando essa classe terapêutica, é o único caminho para evitar que a resistência bacteriana deixe sem alternativas terapêuticas toda a sociedade, principalmente, quando confrontada com o escasso surgimento de produtos novos no mercado com vantagens clinicamente comprovadas”.
(RIBEIRO F. N. Resistência aos antibióticos. In: Fernandes, A.T., Fernandes, M. O. V. Infecção hospitalar e suas interfaces na área de saúde. São Paulo:
Atheneu, 2000. Adaptado.)
São considerados relevantes para o estabelecimento de um programa de racionalização do uso de antimicrobianos em uma unidade hospitalar, EXCETO: