“Na obra aristotélica, a ‘política’ é parte da filosofia prática. Sua tradição se estende ainda sobre o limiar do século XIX; somente com o historicismo ela foi rompida de maneira definitiva. Sua fonte seca quanto mais a corrente filosófica vital é desviada para os canais das ciências particulares. Desde o final do século XVIII, as novas ciências sociais em formação, de um lado, e as disciplinas do direito público, de outro, dividem assim as águas da política clássica” (HABERMAS, 2013). Neste texto, a discussão habermasiana sobre a política remete ao pensamento aristotélico da política e sua relação com a polis, logo, a representação política aristotélica e dos clássicos (Sócrates, Platão) – a partir da experiência ática - ainda tem sido uma plataforma importante de discussão em relação às condições dos estudos políticos contemporâneos. Mas Habermas descreve como a política clássica é-nos atualmente estranha. Nesse sentido de fundo da questão política a que nos gera tal estranhamento, conforme Habermas pensa, escolha a afirmativa errada nos estudos políticos baseados dos/nos clássicos.