O caráter provisório da ciência
Apesar do rigor do método científico, não convém concluir que a ciência é um conhecimento certo e definitivo, pois ela avança em contínuo processo de investigação que supõe alterações e ampliações necessárias conforme surgem fatos novos, ou quando são inventados outros instrumentos.
Por exemplo, nos séculos XVIII e XIX, as leis de Newton foram reformuladas por diversos matemáticos que desenvolveram técnicas para aplicá-las de maneira mais precisa. No século XX, a teoria da relatividade de Einstein desmentiu a concepção clássica newtoniana de que a luz se propaga em linha reta. A hipótese de que os raios luminosos, ao passarem próximo do Sol, sofreriam um desvio, foi confirmada por observações durante o eclipse solar de 1919.
Mesmo o clássico conceito de determinismo, que admitia uma rigorosa causalidade entre os fenômenos, sofreu um duro golpe com as descobertas da física quântica no começo do século XX. O estudo do átomo levou à formulação do princípio da incerteza, segundo o qual é impossível determinar simultaneamente e com igual precisão a localização e a velocidade de um elétron.
M. L. de Aranha e M. H. P. Martins. Temas de Filosofia.
São Paulo: Moderna, s/d, p. 101 (com adaptações).
A respeito das idéias e das estruturas lingüísticas do texto acima, julgue o item a seguir.
O primeiro parágrafo do texto é composto por coordenação e subordinação.