Leia o texto a seguir.
Os homens alienam o seu ser projetando-o em um Deus imaginário somente quando a existência real na sociedade de classes impede o desenvolvimento de sua humanidade. Disso deriva que, para superar a alienação religiosa, não basta denunciá-la, mas é preciso mudar as condições de vida que permite à “quimera celeste” surgir e prosperar.
É o homem que cria a religião. Existe o mundo fantástico dos deuses porque existe o mundo irracional e injusto dos homens. A miséria religiosa é a expressão da miséria real em um sentido e, em outro, é o protesto contra a miséria real. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o sentimento de um mundo sem coração. A religião é o ópio do povo.
A religião não é invenção de padres enganadores, mas muito mais obra da humanidade sofredora e oprimida, obrigada a buscar consolação no universo imaginário da fé. Mas as ilusões não se desvanecem se não eliminamos as situações que as criam e exigem. Substancialmente, a primeira função de uma filosofia a serviço da história é a de desmascarar a autoalienação religiosa, mostrando suas formas que nada têm de sagradas.
(REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da Filosofia. V3. São Paulo: Paulus, 2007. p. 191-2.)
A crítica à religião expressa no texto foi feita pelo seguinte filósofo: