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Leia o texto a seguir.
Conceito de cidadania
A noção de cidadania tem três grandes acepções: permite fazer referência à qualidade e ao direito de cidadão, ao conjunto de cidadãos de uma nação e ao comportamento próprio de um cidadão exemplar. Um cidadão é um habitante que é sujeito de direitos políticos. Estes direitos permitem-lhe intervir no governo do seu país através do voto. A cidadania também implica certas obrigações e deveres. A ação cidadã deve ser responsável, pacífica e autorregulada. O seu principal objetivo consiste em melhorar o bem-estar público. Já as ações que apenas visam no benefício individual nada têm a ver com cidadania. A cidadania plena de todos os cidadãos é imprescindível para o bom funcionamento de uma democracia. Quando alguns cidadãos não podem votar (por questões de religião, etnia, sexo etc.), a democracia falha e os postulados da cidadania não são cumpridos. Não nos devemos esquecer que, ao longo da história, a noção de cidadania foi evoluindo. Na Antiga Grécia, por exemplo, os únicos cidadãos eram do sexo masculino, pois tinham capacidade para adquirir armas e defender a cidade. As mulheres, os escravos e os estrangeiros não eram considerados cidadãos. As democracias atuais, por sua vez, consideram cidadãos plenos a todos os homens e mulheres maiores de idade (em geral, 18 anos).
(Disponível em: https://conceito.de/cidadania.)
De acordo com o texto, NÃO expressa uma boa prática de cidadania:
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E os que não professassem a religião católica – os ‘acatólicos’, como se denominavam no debate parlamentar e na imprensa – não poderiam, também, ocupar a Regência...
(PORTO, Walter Costa. Católicos e Acatólicos... Revista Liberdade e Cidadania. Ano 2. N 5. Setembro de 2009. p. 01.)
As expressões “católico” e “acatólico”, utilizadas oficialmente e na imprensa, eram de praxe em qual contexto da História do Brasil?
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Durante o paleolítico, a vida dependia, em grande parte, dos resultados das caçadas, da recolha de raízes e de frutos silvestres, da pesca, do capricho da natureza e de tantas outras forças que escapavam ao domínio da capacidade humana. Por tudo isto é fácil compreender que o homem vivesse numa situação de constante tensão emocional e de angústia. Sentia-se inseguro perante o caos e perante as forças da natureza e procurava segurança. Nesta busca, deparava-se com realidades que se lhe apresentavam carregadas de uma força superior. Nelas encontrava paz, segurança e proteção.
(BORAU, José Luiz Vásquez. As religiões tradicionais. Lisboa: Paulus, 2008. p. 23.)
As informações representam um argumento para justificar diretamente qual das afirmações a seguir?
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Leia o texto a seguir.
Xiitas x Sunitas
Vista como umas das mais significativas divisões do mundo islâmico, xiitas e sunitas aparecem em diversos noticiários sem uma devida explicação que possa esclarecer as dúvidas do grande público. Como se não bastassem os preconceitos que atingem a comunidade muçulmana como um todo, vemos que essa divisão é de suma importância para que seja possível entender a história de uma das mais importantes religiões existentes no mundo.
Por volta do século VIII, a expansão do islamismo por diversas partes do mundo determinou a origem da divisão que hoje estabelece a diferença entre xiitas e sunitas. Tudo isso se iniciou no ano de 632, quando a morte do profeta Muhammad abriu espaço para uma disputa sobre quem poderia ocupar a posição de principal líder político de toda a comunidade islâmica existente.
Ali, genro de Muhammad, reivindicava a sucessão por ser ele casado com Fátima, a única filha viva do profeta na época, e ter dois netos como descendentes diretos do profeta. Contudo, a maioria dos muçulmanos não concordava com essa ideia ao perceber que Ali era muito jovem e inexperiente para ocupar tamanha posição. Foi então que Abu Bakr, amigo do profeta, acabou sendo escolhido como sucessor pela maioria dos muçulmanos.
Após a vigência de Abu como califa, dois outros líderes foram aclamados como chefes supremos dos muçulmanos. Foi então que, em 656, após o assassinato do califa Uhtman, Ali conseguiu governar por um breve período. Nesse tempo, a forte oposição da tribo dos omíadas acabou estabelecendo a independência dos califados de Medina e Damasco. Pouco tempo depois, o próprio Ali acabou sendo morto por um grupo de partidários que não aceitava sua postura conciliatória.
Mesmo com essa dissidência, os partidários de Ali – conhecidos como “Shiat Ali” – prosseguiram lutando e questionando a legitimidade política dos califados que não se sujeitavam à autoridade dos descendentes diretos de Muhammad.
Conhecidos mais tarde como “xiitas”, eles acreditam que os líderes oriundos da linhagem do Profeta são líderes aprovados por Alá e, por essa razão, teriam a capacidade de tomar as decisões políticas mais sensatas.
Por outro lado, os sunitas – assim designados por também aderirem a Sunna, livro biográfico de Muhammad – têm uma ação política e religiosa mais conciliatória e pragmática. Preocupados com questões que extrapolam o campo da religiosidade, os sunitas empreendem uma interpretação mais flexível dos textos sagrados, estabelecendo assim um maior diálogo com outros povos e adaptando suas crenças com o passar do tempo.
Numericamente, os sunitas hoje representam mais de noventa por cento da população muçulmana espalhada pelo mundo. Na condição de minoria, os xiitas acreditam que sua vida ascética e a adoção de princípios mais rígidos garantiriam o retorno de Mahdi, o último descendente direto, que seria responsável pelo retorno de um governo mais justo e próspero. Já os sunitas acreditam que os livros sagrados (Alcorão e Suna) e a discussão entre os irmãos sejam suficientes para a promoção de um bom governo.
(Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br.)
O texto faz um breve esclarecimento a respeito das diferenças entre as correntes concepcionais e doutrinárias internas ao islamismo. Considerando essa divisão, quais países que, atualmente, possuem maioria xiita e sunita?
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O hinduísmo é a mais antiga dentre as grandes religiões do mundo. Algumas tradições do hinduísmo remontam a mais de 3 mil anos. Ao longo dos séculos, no entanto, seus seguidores — chamados hinduístas ou hindus — aceitaram muitas ideias novas e as acrescentaram às antigas. Mais de 800 milhões de pessoas praticam o hinduísmo em todo o mundo. A maioria delas vive na Índia, onde essa religião começou.
(Disponível em: https://escola.britannica.com.br.)
Sobre o hinduísmo, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Por volta de 1500 a.C., um povo chamado ariano invadiu a Índia, vindo de onde atualmente fica o Irã. Os arianos escreveram os textos mais antigos dos Vedas. Eles criaram uma religião chamada vedismo, que se centralizava no sacrifício de animais aos deuses. O vedismo foi o ponto de partida do hinduísmo através de seu fundador Mahatma Gandhi.
( ) Os hinduístas adoram muitos deuses. O deus Shiva é considerado protetor e preservador da vida. O deus Shakti representa as forças que a criam e também a destroem. A deusa suprema é chamada mais comumente de Vishnu. Assim como Shiva, ela pode ser bondosa ou feroz, dependendo da sua forma.
( ) Os hinduístas devem agir de acordo com o princípio da ahimsa, que quer dizer “não violência”. Isso significa que nunca se deve desejar causar dano a alguém ou a alguma coisa. Eles acham que muitos animais são sagrados, em especial a vaca. Os hinduístas devotos são vegetarianos.
( ) Os hinduístas acreditam em um poder espiritual chamado brāman. Brāman é a fonte de toda existência e está presente em tudo e em todos os lugares. A alma humana, chamada atman, faz parte do brāman universal. Em geral, os hinduístas acreditam que, quando alguém morre, a atman renasce em outro corpo. Essa ideia é conhecida como reencarnação. O ciclo de renascimento continua até que se aceite que a atman e o brāman são um só. A maioria dos hinduístas acha que se libertar desse ciclo é o objetivo mais elevado da pessoa.
A sequência está correta em
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Analise as concepções relacionadas a seguir:
SOBRE A CRENÇA
Possui uma crença nos espíritos, nas almas, que vivem e animam tudo que existe. O mana é uma força sobrenatural, espiritual, impessoal, difundida por todo o universo e o mago é a pessoa capaz de o domesticar.
SOBRE O TEMPO
O tempo é um eterno presente onde o passado continua vivo e o futuro já chegou. Todos os seres vivos vivem num tempo e num espaço ilimitados e sem descontinuidade, onde tudo pode coexistir. Em vez de linear e progressivo, o tempo é cíclico.
SOBRE A MORTE
A morte não é algo extraordinário. A morte não é mais do que o reverso de uma fotografia. Não se trata de uma aniquilação. O verdadeiro nada é a exclusão da vida social. Quando uma das almas morre, recupera a sua liberdade. Uma delas pode chegar até Deus, mas a outra pode continuar a rondar passagens de sua existência terrena, ou então reencarnar numa mulher para voltar a nascer. Os mortos não deixam a comunidade, sejam temidos ou venerados, os mortos estão presentes. Os mortos, independentes de serem enterrados em casa ou numa sepultura, fazem parte da sociedade dos mortos e da comunidade dos vivos.
SOBRE A PALAVRA
A palavra é um dos dons mais valiosos que nós recebemos de Deus; todo este saber pôde ser transmitido de forma oral ao longo da História, até chegar aos nossos dias. Seus contos possuem um testemunho da identidade profunda da África. Em cada cultural existe um ou vários animais que fazem o papel de herói, como por exemplo a tartaruga, a lebre e o camaleão.
(BORAU, José Luiz Vásquez. As religiões tradicionais. Lisboa: Paulus, 2008. p. 26 a 33.)
As concepções apresentadas pelo enunciado pertencem a qual tradição religiosa?
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“O _____________________ é uma vasta corrente filosófica contemporânea que se afirma na Europa logo depois da Primeira Guerra Mundial, se impõe no período entre as duas guerras e se desenvolve ainda mais e se expande até tornar- -se moda, sobretudo nas duas décadas posteriores à Segunda Guerra Mundial. [...] O idealismo, o positivismo e o marxismo são todas filosofias otimistas, que presumem ter captado o princípio da realidade e o sentido progressivo absoluto da história. O ____________________, porém, considera o homem como ser finito, lançado no mundo e continuamente dilacerado por situações problemáticas ou absurdas. E é precisamente pelo homem, o homem em sua singularidade, que ele se interessa. O homem do _____________________ não é o objeto que exemplifica uma teoria, um membro de uma classe ou um exemplar de gênero substituível por outro exemplar qualquer do mesmo gênero. Da mesma forma, o homem considerado por essa filosofia também não é simples momento do processo de uma razão oniabrangente ou uma dedução do sistema. O ser é indedutível e a realidade não se identifica com nem se reduz à racionalidade.”
(REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da Filosofia. V3. São Paulo: Paulus, 2007. p. 593-4.)
Considerando que as três lacunas são preenchidas com a mesma palavra, assinale a alternativa que as completa corretamente.
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Leia o texto a seguir.
Os homens alienam o seu ser projetando-o em um Deus imaginário somente quando a existência real na sociedade de classes impede o desenvolvimento de sua humanidade. Disso deriva que, para superar a alienação religiosa, não basta denunciá-la, mas é preciso mudar as condições de vida que permite à “quimera celeste” surgir e prosperar.
É o homem que cria a religião. Existe o mundo fantástico dos deuses porque existe o mundo irracional e injusto dos homens. A miséria religiosa é a expressão da miséria real em um sentido e, em outro, é o protesto contra a miséria real. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o sentimento de um mundo sem coração. A religião é o ópio do povo.
A religião não é invenção de padres enganadores, mas muito mais obra da humanidade sofredora e oprimida, obrigada a buscar consolação no universo imaginário da fé. Mas as ilusões não se desvanecem se não eliminamos as situações que as criam e exigem. Substancialmente, a primeira função de uma filosofia a serviço da história é a de desmascarar a autoalienação religiosa, mostrando suas formas que nada têm de sagradas.
(REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da Filosofia. V3. São Paulo: Paulus, 2007. p. 191-2.)
A crítica à religião expressa no texto foi feita pelo seguinte filósofo:
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Na visão chinesa, é melhor ter muito pouco do que ter demasiado e é melhor deixar coisas por fazer do que fazer demasiado, pois ainda que não se chegue muito longe desta maneira, estão certos de que vão na direção correta. Quem quiser ir cada vez mais longe até o oeste, terminará no leste, aqueles que acumulam cada vez mais riqueza para aumentar os seus bens acabarão pobres. A ideia de padrões cíclicos no movimento foi dada por uma estrutura definida, através da introdução dos opostos polares yin e yang. São os dois polos que estabelecem os limites para os ciclos da mudança: yang, tendo chegado ao seu clímax, retrocede a favor do yin; o yin, chegando ao seu máximo, retrocede a favor do yang. Este diagrama é um arranjo simétrico do yin escuro e do yang claro, mas a simetria não é estática. É uma simetria rotacional que sugere, fortemente, um movimento cíclico constante. Os dois pontos do diagrama simbolizam a ideia de que cada vez que uma das forças alcança o seu máximo, já contém a semente do oposto.
(BORAU, José Luiz Vásquez. As religiões tradicionais. Lisboa: Paulus, 2008. p. 150.)
As informações são referentes ao contexto de qual religião oriental?
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Conhecer os aspectos estruturantes das diferentes tradições/movimentos religiosos e filosofias de vida...
(Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br.)
Considerando que o trecho contém uma das competências do ensino religioso para o Ensino Fundamental, são habilidades diretamente a ela relacionadas, EXCETO:
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