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3172073 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: IF-AC
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Texto para as questões de 1 a 10.

Dente de megalodonte de 3,5 milhões de anos é achado no fundo do Pacífico

1 Fóssil descoberto por veículo remoto de expedição científica perto do Havaí, a mais de 3 mil metros de profundidade,

tinha a ponta quebrada e bordas serrilhadas.

Durante uma expedição a bordo do navio de pesquisa EV Nautilus, pesquisadores descobriram um dente fossilizado

de um megalodonte (Otodus megalodon), uma espécie extinta de tubarão, no fundo do Pacífico, a pouco mais de 3 mil metros

5 de profundidade.

O estudo foi publicado em 14 de dezembro na revista Historical Biology: An International Journal of Paleobiology. A

equipe coletou o dente em um monte submarino a 350 km do Atol Johnston, perto do Havaí, em um mergulho utilizando o

veículo de operação remota ROV Hercules em 2022.

Segundo registraram os especialistas, trata-se do “primeiro caso relatado de uma observação in situ e amostragem de

10 um dente fóssil de O. megalodon em uma localidade de águas profundas no Oceano Pacífico”.

Assim como os tubarões atuais, que perdem até 40 mil dentes ao longo da vida, o megalodonte também deixava cair

seus dentes enquanto percorria os oceanos do mundo entre 4 e 20 milhões de anos atrás. Hoje, essas dentições surgem em

praias, ficam presas em ossos de baleias ou emergem de paisagens antes submersas, segundo o site Science Alert.

O dente recém-descoberto estava “disfarçado” entre o afloramento rochoso; mas, ao analisarem as imagens do ROV

15 Hercules, os pesquisadores notaram o objeto emergindo diretamente da areia, como se tivesse caído ali há apenas alguns

momentos.

Uma análise do dente em terra firme revelou que ele tinha a ponta quebrada e bordas serrilhadas que ainda pareciam

afiadas. Provavelmente, o animal ao qual o fóssil pertenceu seria capaz de devorar tubarões modernos em poucas mordidas.

Os dentes dos megalodontes podiam ser do tamanho de uma mão humana. Embora as dentições fossilizadas resistam

20 à passagem do tempo, o mesmo não acontece com o tecido mole e a cartilagem dos tubarões antigos. Com base nisso, os

pesquisadores estimam que o fóssil encontrado seja de pelo menos 3,5 milhões de anos atrás — aproximadamente a mesma

época em que os O.megalodon foram extintos.

O dente foi encontrado no topo de uma crista, onde as correntes oceânicas são consideradas fortes o suficiente para

impedir a acumulação de sedimentos. A borda serrilhada estava excepcionalmente bem preservada, o que sugere que o fóssil

25 não foi jogado e rolado; portanto, não erodiu.

“Há áreas do leito do mar, especialmente bacias oceânicas profundas longe do continente, onde ocorre pouca ou

nenhuma deposição de sedimentos por longos períodos”, explica Tyler Greenfield, paleontólogo da Universidade de Wyoming,

no oeste dos Estados Unidos, em uma publicação no Twitter.

“Também é possível que os dentes sejam erodidos e retrabalhados em sedimentos mais jovens, mas isso provavelmente

30 não aconteceu neste caso”, salienta o paleontólogo, que não esteve envolvido no estudo.

O dente achado pela equipe mede entre 63 a 68 milímetros e não é o maior de sua espécie, no entanto, se junta a um

número crescente de fósseis que ajudam a rastrear os movimentos dos megalodontes pelos oceanos.

“A primeira documentação in situ de um fóssil de tubarão de megadente encontrado no fundo do mar destaca a

importância do uso de tecnologias avançadas de mergulho profundo para estudar as partes maiores e menos exploradas de

35 nosso oceano”, dizem os especialistas.

Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2023/12/dente-de-megalodonte-de-35-milhoes-de-anos-e-achado-no-fundo-do-pacifico.ghtml

Acerca do exposto no texto acima, pode-se afirmar que

 

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