A fala foi produzida por um carpinteiro, com pouca escolarização, residente na cidade de Brazilândia, DF, e proveniente de área rural de Minas Gerais. Quando a entrevista foi feita, em 1980, ele tinha 54 anos e já residia no DF há 24 anos.
Entrevistado: De uns tempos pra cá, ninguém qué roça mais. Num certo ponto eu dô razão, eu mesmo fui um desses que saí da roça por causa disso, né? Que eu não tinha terreno de meu, morava dependente de oto, de fazendero. Fazenderos não dão cuié de chá mesmo, né? Tem que plantá, plantá, tem que parti à meia, ota hora à terça, né?
(Bortoni-Ricardo, 2004)
Com base em Koch e Elias (2011), uma marca típica de oralidade que foi transcrita para o texto escrito é a expressão: