Leia o texto II, para solucionar o item.
TEXTO II
Não tenho pressa. Pressa de quê?
Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.
Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas,
Ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra.
Não; não tenho pressa.
Se estendo o braço, chego exactamente onde o meu braço chega —
Nem um centímetro mais longe.
Toco só onde toco, não onde penso.
Só posso me sentar onde estou.
E isto faz rir com todas as verdades absolutamente verdadeiras,
Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra cousa,
E somos vadios do nosso corpo.
(PESSOA, Fernando. Poesia completa de Alberto Caeiro. São Paulo: Cia. das Letras, 2005. p. 143)
A oração que, no poema, tem valor adverbial é: