A morte de Getúlio Vargas abriu em nosso flanco uma ferida secreta e incurável, mas, no plano político e malgrado alguma
inquietação e angústia, a crise foi resolvida de forma bastante civilizada com a eleição de Juscelino Kubitschek para a presidência
da República. Estava armada a equação de nossa futura história política, que, sendo, por alguns aspectos importantes, um
prolongamento do getulismo, era, pela orientação global, pelas perspectivas que abria e pelo espírito, uma ruptura definitiva com
ele. Dir-se-ia que a destruição de Getúlio Vargas tinha sido o rito indispensável para que o país se desligasse para sempre do ciclo
histórico e social iniciado com a Revolução de 1930.
Wilson Martins. História da inteligência brasileira. v. VII. São Paulo: T. A. Queiroz (Editor) p. 345 (com adaptações).
Considerando as estruturas lingüísticas e os sentidos do texto acima, assinale a opção correta.