J.O.I., masculino, 22 anos, é estudante de artes. Sua história iniciou há cerca de 5 meses, quando começou a ficar incomodado com o barulho causado pelo vizinho durante a noite. Com o passar dos dias, dizia para a mãe que as pessoas da sua rua estavam sabendo sobre as suas atividades dentro da casa, pois as ouvia comentar sobre seus movimentos. Evoluiu afirmando estar sendo vigiado por pequenas câmeras instaladas por vizinhos em seu quarto e na sala de casa. Estranhava, ainda, alguns de seus movimentos, pois, segundo ele, pareciam estar sendo controlados por outras pessoas. Depois de 4 semanas, foi levado para um pronto-socorro, onde começou o tratamento com risperidona 1 mg. Continuou o tratamento, e a medicação foi ajustada até 5 mg, a qual permaneceu por 7 semanas. Apesar de ter ficado mais calmo e parado de sofrer com as influências de controle, J.O.I. continuava muito incomodado com os barulhos dos vizinhos e se sentia vigiado por eles. Passou a ter também dificuldade para manter uma conversa lógica por alguns minutos. Foi feita a troca por aripiprazol até a dosagem de 30 mg, porém, devido à acatisia, foi reduzida para 20 mg, dosagem que permaneceu por 6 semanas. Mesmo usando a medicação regularmente, J.O.I. continuava com melhora discreta, atuando em função da crença delirante.
A melhor conduta medicamentosa para J.O.I. é