Carmen, 3 anos de idade, finge que os pedaços de cereal flutuando em sua tigela são “peixinhos” nadando no leite, e ela “pesca,” colherada por colherada. Após o desjejum, ela coloca o chapéu de sua mãe, pega uma pasta, e é uma “mamãe” indo para o trabalho. Ela dirige seu triciclo pelas poças, entra em casa para dar um telefonema imaginário, transforma um bloco de madeira em um caminhão e diz “Vrum, vrum!”. O dia de Carmen é uma brincadeira após a outra. Seria um erro desdenhar das atividades de Carmen como se fossem “apenas diversão.” Embora o brincar possa não parecer servir a um propósito óbvio, ele tem funções importantes no momento e no longo prazo.
(Bjorklund e Pellegrini, 2002; P.K. Smith, 2005b).
Sobre o brincar na segunda infância considere os itens a seguir:
I. O brincar é importante para o desenvolvimento saudável do corpo e do cérebro. Ele permite que as crianças envolvam-se com o mundo à volta delas, usem sua imaginação, descubram formas flexíveis de usar objetos e solucionar problemas e preparem-se para papéis adultos.
II. O brincar contribui para todos os domínios do desenvolvimento. Por meio dele, as crianças estimulam os sentidos, exercitam os músculos, coordenam a visão com o movimento, obtêm domínio sobre seus corpos, tomam decisões e adquirem novas habilidades. À medida que separa blocos de diferentes formatos, conta quantos consegue empilhar ou quando anuncia que “minha torre é maior que a sua”, ela está lançando as bases para os conceitos matemáticos.
III. Crianças de diferentes idades têm diferentes estilos de brincar, brincam de coisas diferentes e passam quantidades de tempo diferentes em vários tipos de brincadeiras. As brincadeiras físicas, por exemplo, começam na segunda infância com movimentos rítmicos aparentemente sem objetivo.
Dos itens acima: