Pode-se considerar a Constituição de 1988 como o marco que eliminou os últimos vestígios formais do regime autoritário, processo de abertura que, iniciado em 1974, levou mais de treze anos para desembocar em um regime democrático. Por que a transição foi tão longa e quais as consequências produzidas pela forma como se realizou? Vale lembrar que a estratégia adotada para a transição foi a de ser “lenta, gradual e segura”. Ela só poderia ser modificada, no seu ritmo e na sua amplitude, se a oposição tivesse força suficiente para tanto ou se o desgaste do próprio regime autoritário provocasse seu colapso. Nem uma coisa nem outra aconteceu. Tivemos assim uma longa “transição transada”, cheia de limites e incertezas.
Boris Fausto. História do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008, p. 526 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o processo de transição do poder militar ao civil no Brasil contemporâneo, julgue ( C ou E) o item seguinte.
A Constituição de 1988, marco jurídico-político da nova ordem democrática, promoveu clara valorização do ideal de cidadania, e, após mais de duas décadas de vigência, a Carta é questionada por ter ampliado consideravelmente a autonomia dos entes federados, em especial no que concerne ao campo fiscal, com a redução da área de atuação do poder central nesse importante setor.
A Constituição de 1988, marco jurídico-político da nova ordem democrática, promoveu clara valorização do ideal de cidadania, e, após mais de duas décadas de vigência, a Carta é questionada por ter ampliado consideravelmente a autonomia dos entes federados, em especial no que concerne ao campo fiscal, com a redução da área de atuação do poder central nesse importante setor.