Leia o texto para responder às questões de números 11 e 12.
A proteção ao meio ambiente é um dos temas mais debatidos no Brasil nos últimos tempos. De 2019 a 2022 foram desmatados 6,6 milhões de hectares no país, algo próximo a uma vez e meia o estado do Rio de Janeiro. Pecuária e garimpo ilegais, somados ao comércio ilícito de madeira, são obstáculos à preservação de florestas, da cultura indígena e do patrimônio natural do Brasil.
O enfrentamento dessas práticas deve ir além de políticas para aumentar o efetivo policial na região e vigiar as áreas afetadas. Por mais agentes, postos e satélites que se usem, é inviável fiscalizar cada pedaço do imenso território nacional em busca de queimadas e uso ilegal da terra.
É preciso haver alternativas, e uma delas é seguir o caminho dos bens extraídos ou produzidos na floresta até sua incorporação na economia formal. Segundo o Instituto Igarapé, os crimes ambientais são a terceira economia ilícita mais lucrativa do mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e o contrabando, gerando entre 110 e 281 bilhões de dólares lucro anualmente. A mineração ilegal de ouro e diamantes está estimada entre 12 e 48 bilhões de dólares por ano.
Esse dinheiro não é pago nas matas. Madeira, gado e ouro são transportados para centros comerciais, onde são comprados e vendidos com dinheiro sacado e depositado em contas bancárias, e incorporados à economia, ocultando sua origem ilegal por diferentes disfarces. Para além de motosserras e queimadas, as licenças fraudadas, as declarações falsas sobre origem de produtos, a corrupção nos postos de fiscalização e o uso de contas bancárias de laranjas para o recebimento do dinheiro ilegal são os ingredientes para o crescimento do bolo do ilícito ambiental.
(Pierpaolo Cruz Bottini. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2023/12/a-protecao-racional-do-meio-ambiente.shtml. Adaptado)
No 3º parágrafo do texto, o autor apresenta uma