Leia os textos.
Texto I
“As figuras de linguagem, também chamadas de figuras de estilo, são recursos utilizados por escritores e falantes a fim de dar à linguagem maior expressividade de maneira não convencional. Para conseguir esse efeito, emprega-se a linguagem figurada ou conotativa ao escolher palavras ou expressões que transmitam emoção, beleza, ironia, colorido e sonoridade.”
BUENO, Francisco da Silveira. Gramática de Silveira Bueno. São Paulo: Global, 2014, p. 564.
Texto II
A língua estrangulada
Sempre acreditei que um texto, para ser “bem escrito”, deveria ser conciso, claro e verdadeiro. O problema é quando a concisão compromete a clareza. As siglas, por exemplo. Nada mais conciso do que elas. Mas serão claras? Pelo sim, pelo não, sem demora resolvi investigar. Pensei em procurar no Aurélio o significado de algumas delas. Desisti. Um absurdo de siglas circula hoje alegremente pela língua. Como é impossível saber todas, a sigla é a língua estrangulada.
Duvida? Com os próprios olhos eu quis ver de perto as mais usadas. Tente decifrar as seguintes:
PF, CEF, CEP, CPF, CBF, STF, ICMS, ISS, INSS, SMS, SSP, BNDES, GPS, CTPS, FGTS, R$, RSRSRS.
AABB, BB, BC, BBC, BMW, BR, BRT, VLT, IOF, IML, Ipea, Inpi, IPTU, IPVA, TRE, TRU, TRF, TSE, TCE, TCU, TSE, TST, SUS, Sesc, Sesi, Senac.
Etc.
CASTRO, Ruy. Folha de São Paulo, Opinião, 22 mar. 2019, p. A2. Adaptado.
Considerando-se o que se expõe no Texto I, e sua aplicabilidade ao Texto II, a figura de linguagem exemplificada de forma equivocada está em