Magna Concursos
2330216 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: CREF-10

O CHEFE ESTÁ DE OLHO

O home office prometia liberdade aos funcionários, mas a realidade é bem diferente. Cada vez mais empresas usam softwares para monitorar os colaboradores - AMAURI SEGALA

A adoção do home office por empresas de diversos setores levou a uma série de análises apressadas. Alguns especialistas disseram que os escritórios sumiriam do mapa (claro que houve uma transformação, mas o desparecimento está longe). Outros afirmaram que o trabalho a distância impulsionaria os comércios locais, já que, ao ficar mais tempo em casa, as pessoas realizariam maior parte de suas compras nos arredores da residência. Isso não ocorreu por uma simples razão: com a explosão do comércio eletrônico, foram as corporações gigantescas que mais se expandiram. A terceira projeção imprecisa diz respeito à liberdade para cumprir a labuta diária. No trabalho a distância, cravaram os observadores corporativos, os profissionais teriam liberdade para fazer o que bem entendessem, usufruindo do tempo da maneira que considerassem adequada. Nada poderia ser mais falso do que a última premissa. No home office os funcionários nunca foram tão vigiados pelas grandes companhias, que passaram a usar a tecnologia para fazer marcação cerrada nos colaboradores. De certa forma, os chefes jamais estiveram tão atentos aos movimentos dos subordinados – cada e-mail, conversa, site visitado ou relatório está na mira de quem manda.

[...] Para tornar o sistema mais rigoroso, os funcionários receberiam uma pontuação de acordo com as informações coletadas pelo software. A ideia da Microsoft parecia tão radical – e recebeu tantas críticas – que a companhia decidiu voltar atrás, abandonando o tal sistema de pontuação. “A liberdade de trabalho é uma ficção do home office, diz o consultor Eduardo Tancinsky. “Por mais que o mercado tenha mudado nos últimos anos, ainda é ousado dizer que o empregado disponha de maneira que quiser do seu tempo, incluindo não fazer nada”.

[...] Até que ponto as empresas têm o direito de controlar o que os funcionários fazem no seu expediente? Segundo a nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o monitoramento deve ser limitado ao uso de dados relacionados ao trabalho e não é permitido que as companhias tornem públicas as informações obtidas através da vigilância. A avaliação de desempenho, porém, não está prevista nas novas regras da LGPD.

[...] O trabalho a distância, de fato, é uma tendência que veio para ficar. Não significa, porém, que o ambiente de trabalho está revirado do avesso. Há desafios pela frente. [...] A tecnologia encurta caminhos e é forte aliada, mas não traz resposta para tudo. Esse é um desafio que as empresas terão de superar. (Veja, 10/02/21)

Com relação aos mecanismos de coesão presentes no texto, destacam-se os seguintes pontos:

I- A locução conjuntiva “já que” introduz uma informação cujo vínculo com a oração anterior é de finalidade.

II- O pronome demonstrativo “isso” remete à informação precedente – de que “as pessoas fariam compras nos arredores de casa”; logo, é um elemento referencial anafórico.

III- O grupo nominal “última premissa” remete à projeção de que os funcionários fariam o que quisessem trabalhando em casa; logo é um elemento referencial catafórico.

IV- O uso de termos como “colaboradores”, “subordinados”, “profissionais” na referência a “funcionários” evidencia o recurso da coesão lexical como importante recurso de textualidade.

É CORRETO o que se afirma apenas em:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Agente Operacional

40 Questões

Auxiliar - Financeiro

40 Questões

Auxiliar Administrativo

40 Questões

Secretário

40 Questões