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TEXTO I
O SEGREDO DO BONZO*
Haveis de entender, começou ele, que a virtude e o saber!$ ^{(I)} !$ têm duas existências paralelas, uma no sujeito que as possui, outra no espírito dos que o ouvem!$ ^{(II)} !$ ou contemplam. Se puserdes as mais sublimes virtudes e os mais profundos conhecimentos em um sujeito solitário, remoto de todo contato com outros homens, é como se eles não existissem. Os frutos de uma laranjeira, se ninguém os gostar!$ ^{(IV)} !$, valem tanto como as urzes e plantas bravias, e, se ninguém os vir, não valem nada; ou, por outras palavras mais enérgicas, não há espetáculo sem espectador. Um dia, estando a cuidar nestas cousas, considerei que, para o fim de alumiar um pouco o entendimento, tinha consumido os meus longos anos e, aliás, nada chegaria a valer sem a existência de outros homens que!$ ^{(III)} !$ me vissem!$ ^{(III)} !$ e honrassem; então cogitei se não haveria um modo de obter o mesmo efeito, poupando tais trabalhos, e esse dia posso agora dizer que foi o da regeneração dos homens, pois me deu a doutrina salvadora.
(Machado de Assis)
Analise as afirmativas abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta.
I. Em “(...) começou ele, que a virtude e o saber (...)” , a palavra em negrito funciona como pronome relativo/sujeito.
II. No trecho “(...) uma no sujeito que as possui, outra no espírito dos que o ouvem (...)” , os vocábulos em negrito funcionam, respectivamente, como pronome relativo/sujeito e pronome demonstrativo.
III. O vocábulo “que” é pronome relativo e funciona como sujeito de “vissem” .
IV. Em “(...) se ninguém os gostar (...)” é um pronome oblíquo que funciona como objeto indireto, complemento do verbo “gostar”.