Texto III, para responder às questão.
Implante de retina aprovado para uso na Europa
Após décadas de desenvolvimento e anos de testes clínicos, uma prótese óptica capaz de restaurar ao menos parcialmente a visão de quem sofre de doenças que prejudicam a retina chegará ao mercado. A Second Sight Medical Products Inc. anunciou na quarta-feira que seu sistema de prótese de retina Argus II foi aprovado para venda em toda a Europa. A Second Sight, que está baseada em Sylmar, Califórnia, planeja solicitar a aprovação da U.S. Food and Drug Administration (FDA) este ano
A retina fica na parte de trás da superfície interna do olho e grava imagens em padrões de luz e cor. O implante do Argus II, na verdade, depende de uma minicâmera montada em um par de óculos de sol para capturar uma imagem e enviar as informações para um processador de vídeo, no cinto, juntamente com um microprocessador sem fio e bateria. Após o processador de vídeo converter as imagens para um sinal eletrônico, um transmissor nos óculos envia as informações sem o uso de fios para o receptor implantado sob a membrana da mucosa do olho, chamada conjuntiva. O receptor, por sua vez, transmite os sinais por meio de um cabo minúsculo para um conjunto de eletrodos colocados na retina. O conjunto estimula diretamente as células que conduzem ao nervo óptico.
Ao receber os pulsos, o cérebro percebe os padrões de manchas claras e escuras correspondentes aos eletrodos estimulados. Os pacientes aprendem a interpretar os padrões visuais produzidos em imagens significativas.
Larry Greenemeier. Internet: <http://www2.uol.com.br> (com adaptações).
Texto IV, para responder às questão.
D. Casmurro
Nem só os olhos, mas as restantes feições, a cara, o corpo, a pessoa inteira, iam-se apurando com o tempo. Eram como um debuxo primitivo que o artista vai enchendo e colorindo aos poucos, e a figura entra a ver, sorrir, palpitar, falar quase, até que a família pendura o quadro na parede, em memória do que foi e já não pode ser. Aqui podia ser e era. O costume valeu muito contra o efeito da mudança; mas a mudança fez-se, não à maneira de teatro, fez-se como a manhã que aponta vagarosa, primeiro que se possa ler uma carta, depois lê-se a carta na rua, em casa, no gabinete, sem abrir as janelas; a luz coada pelas persianas basta a distinguir as letras. Li a carta, mal a princípio e não toda, depois fui lendo melhor. Fugia-lhe, é certo, metia o papel no bolso, corria a casa, fechava-me, não abria as vidraças, chegava a fechar os olhos. Quando novamente abria os olhos e a carta, a letra era clara e a notícia claríssima.
Escobar
vinha
assim
surgindo
da
sepultura,
do
seminário
e
do
Flamengo
para
se
sentar
comigo
à
mesa,
receber-me
na
escada,
beijar-me
no
gabinete
de
manhã,
ou
pedir-me
à
noite
a
bênção
do
costume.
Todas
essas
ações
eram
repulsivas;
eu
tolerava-as
e
praticava-as,
para
me
não
descobrir
a
mim
mesmo
e
ao
mundo.
A ideia saiu finalmente do cérebro. Era noite, e não pude dormir, por mais que a sacudisse de mim. Também nenhuma noite me passou tão curta. Amanheceu, quando cuidava não ser mais que uma ou duas horas.
Saí, supondo deixar a ideia em casa; ela veio comigo. Cá fora tinha a mesma cor escura, as mesmas asas trépidas, e posto avoasse com elas, era como se fosse fixa; eu a levava na retina, não que me encobrisse as cousas externas, mas via-as através dela, com a cor mais pálida que de costume, e sem se demorarem nada.
Machado de Assis. Internet: <http://www.portalsaofrancisco.com.br>
Os
dois
textos
fazem
referência
aos
olhos
no
primeiro
parágrafo.
No
entanto,
a
abordagem
é
diferente.
Com
relação
ao
texto
III
e
ao
texto
IV,
assinale
a
alternativa
incorreta.