Foram encontradas 50 questões.
Texto XI, para responder às questão.
Entramos com cuidado no quintal de uma casa indicada por um morador com quem cruzamos em frente à quadra de futebol. Quatro mesas de plástico repousam na varanda, cobertas por toalhas com estampas variadas: uma tem cajus; outra, flores vermelhas; outra, flores azuis; a última, baleias. Os moradores daqui fazem refeições para turistas.
Então, bato palmas a ver se me escutam.
Marie-Ange não larga o sorriso.
Um
minuto
depois,
surge
um
senhor,
a
pele
mulata,
a
barba
e
o
cabelo
grisalhos.
Arrasta-se
até
a
entrada
da
varanda,
sem
pressa
nem
ansiedade,
imaginando
que
turistas
chegam
para
comer.
Não
sorri,
mas
também
não
franze
a
testa.
Tem
ar
de
quem
estava
descansando.
— Bom-dia.
Eu
o
reconheço
assim
que
nos
aproximamos:
é
Januário,
pai
de
Jéssica,
a
menina
que
vivia
a
correr
atrás
das
cabras
com
uma
escova
de
cabelo,
no
intuito
de
lhes
fazer
penteados.
Envelheceu,
é
a
primeira
coisa
que
me
vem
à
cabeça.
Como
não
podia
deixar
de
ser,
penso
em
seguida.
—
Bom-dia.
Ele
continua
a
me
fitar,
sem
demonstração
de
reconhecimento.
Volta
e
meia
chegam
turistas
com
a
indicação
de
seu
nome
para
um
prato-feito.
Dizem
que
seu
peixe
empanado
é
imbatível.
Tatiana Salem Levy. Dois rios. Rio de Janeiro: Record, 2011, p. 58.
Em
cada
alternativa
a
seguir,
há
uma
expressão
destacada
em
negrito.
Assinale
aquela
em
que
a
função
dessa
expressão
esteja
corretamente
explicitada
após
a
barra
(/).
Provas
Texto XI, para responder às questão.
Entramos com cuidado no quintal de uma casa indicada por um morador com quem cruzamos em frente à quadra de futebol. Quatro mesas de plástico repousam na varanda, cobertas por toalhas com estampas variadas: uma tem cajus; outra, flores vermelhas; outra, flores azuis; a última, baleias. Os moradores daqui fazem refeições para turistas.
Então, bato palmas a ver se me escutam.
Marie-Ange não larga o sorriso.
Um
minuto
depois,
surge
um
senhor,
a
pele
mulata,
a
barba
e
o
cabelo
grisalhos.
Arrasta-se
até
a
entrada
da
varanda,
sem
pressa
nem
ansiedade,
imaginando
que
turistas
chegam
para
comer.
Não
sorri,
mas
também
não
franze
a
testa.
Tem
ar
de
quem
estava
descansando.
— Bom-dia.
Eu
o
reconheço
assim
que
nos
aproximamos:
é
Januário,
pai
de
Jéssica,
a
menina
que
vivia
a
correr
atrás
das
cabras
com
uma
escova
de
cabelo,
no
intuito
de
lhes
fazer
penteados.
Envelheceu,
é
a
primeira
coisa
que
me
vem
à
cabeça.
Como
não
podia
deixar
de
ser,
penso
em
seguida.
—
Bom-dia.
Ele
continua
a
me
fitar,
sem
demonstração
de
reconhecimento.
Volta
e
meia
chegam
turistas
com
a
indicação
de
seu
nome
para
um
prato-feito.
Dizem
que
seu
peixe
empanado
é
imbatível.
Tatiana Salem Levy. Dois rios. Rio de Janeiro: Record, 2011, p. 58.
Assinale
a
alternativa
correta
em
relação
ao
texto.
Provas
Texto X, para responder à questão.
Texto e hipertexto
Além
de
se
afirmar
que
o
hipertexto
é
um
novo
espaço
de
escrita,
é
comum
ouvir-se
que
o
hipertexto
representa
uma
novidade
radical,
uma
espécie
de
novo
paradigma
de
produção
textual.
A
rigor,
ele
não
é
novo
na
concepção,
pois
sempre
existiu
como
ideia
na
tradição
ocidental;
a
novidade
está
na
tecnologia
que
permite
uma
nova
forma
de
textualidade.
O
hipertexto,
aliado
às
vantagens
da
hipermídia,
consegue
integrar
notas,
citações,
bibliografias,
referências,
imagens,
fotos
e
outros
elementos
encontrados
na
obra
impressa,
de
modo
eficaz
e
sem
a
sensação
de
que
sejam
notas,
citações
etc.
Em
suma,
subverte
os
movimentos
e
redefine
as
funções
dos
constituintes
textuais
clássicos.
Perfetti
(1996,
p.
157)
inicia
sua
análise
da
relação
entre
texto
e
hipertexto
afirmando:
“Entre
o
texto
e
o
hipertexto
está
o
hiper.”
E
então
se
indaga
“se
há
algo
mais
que
conecte
os
dois
além
de
uma
raiz
morfemática
comum”.
Em
seguida,
Perfetti
reclama
da
trivialidade
com
que
se
desenvolveram
os
estudos
sobre
o
hipertexto
e
da
falta
de
atenção
para
certas
questões
centrais.
Por
fim,
Perfetti
propõe
uma
agenda
para
o
futuro
que
constaria
na
análise
da
relação
definida
como
“relação
processo
versus
uso”
Para Perfetti, a questão central não está em discutir qual a relação entre texto e hipertexto e sim em admitir que se trata de textos.
Luiz Antônio Marcuschi. Internet: <www4.pucsp.br>.
Com
base
na
afirmação
“O
hipertexto,
aliado
às
vantagens
da
hipermídia,
consegue
integrar
notas,
citações,
bibliografias,
referências,
imagens,
fotos
e
outros
elementos
encontrados
na
obra
impressa,
de
modo
eficaz
e
sem
a
sensação
de
que
sejam
notas,
citações
etc.”,
julgue
os
itens
a
seguir.
I
Há
uma
distinção
entre
hipertexto
e
hipermídia.
O
primeiro
apresenta
uma
organização
que
abre
diferentes
caminhos
de
leitura,
e
a
segunda
é
apenas
um
conjunto
de
informações
organizadas
em
mídias
diferenciadas.
II
É
possível
afirmar
que
o
hipertexto
é
multimodal,
ou
seja,
permite
a
interação
por
meio
de
múltiplas
formas,
mas
com
lexicologia
e
terminologia
necessariamente
diferenciadas
do
texto
escrito.
III A oração “Em suma, subverte os movimentos e redefine as funções dos constituintes textuais clássicos” sintetiza o fragmento apresentado, afirmando como constituintes textuais notas, citações, bibliografias, referências, imagens, fotos e outros elementos da obra impressa.
Assinale
a
alternativa
correta.
Provas
Texto X, para responder à questão.
Texto e hipertexto
Além
de
se
afirmar
que
o
hipertexto
é
um
novo
espaço
de
escrita,
é
comum
ouvir-se
que
o
hipertexto
representa
uma
novidade
radical,
uma
espécie
de
novo
paradigma
de
produção
textual.
A
rigor,
ele
não
é
novo
na
concepção,
pois
sempre
existiu
como
ideia
na
tradição
ocidental;
a
novidade
está
na
tecnologia
que
permite
uma
nova
forma
de
textualidade.
O
hipertexto,
aliado
às
vantagens
da
hipermídia,
consegue
integrar
notas,
citações,
bibliografias,
referências,
imagens,
fotos
e
outros
elementos
encontrados
na
obra
impressa,
de
modo
eficaz
e
sem
a
sensação
de
que
sejam
notas,
citações
etc.
Em
suma,
subverte
os
movimentos
e
redefine
as
funções
dos
constituintes
textuais
clássicos.
Perfetti
(1996,
p.
157)
inicia
sua
análise
da
relação
entre
texto
e
hipertexto
afirmando:
“Entre
o
texto
e
o
hipertexto
está
o
hiper.”
E
então
se
indaga
“se
há
algo
mais
que
conecte
os
dois
além
de
uma
raiz
morfemática
comum”.
Em
seguida,
Perfetti
reclama
da
trivialidade
com
que
se
desenvolveram
os
estudos
sobre
o
hipertexto
e
da
falta
de
atenção
para
certas
questões
centrais.
Por
fim,
Perfetti
propõe
uma
agenda
para
o
futuro
que
constaria
na
análise
da
relação
definida
como
“relação
processo
versus
uso”
Para Perfetti, a questão central não está em discutir qual a relação entre texto e hipertexto e sim em admitir que se trata de textos.
Luiz Antônio Marcuschi. Internet: <www4.pucsp.br>.
O
texto
discute
a
definição
e
a
compreensão
de
hipertexto.
Assinale
a
alternativa
que
não
apresenta
uma
característica
que
determine
a
natureza
do
hipertexto
apontada
por
Marcuschi,
o
autor
do
texto.
Provas
Texto IX, para responder à questão.
Tênis branco como o paraíso. Cabelos curtos. Olhos abertos não percebendo nada. Tez branquinha como os tênis brancos como o paraíso. Deiforme, deiforme. Como um cheetos, depois outro, depois outro.
— Oi.
— Oi.
— Trouxe teu CD.
— Pego depois.
Um beijo no rosto, outro no canto da boca.
— Meus pais viajaram.
— Ah.
— ...
— Pra onde eles foram mesmo?
— Acho que pra Fortaleza. Não te falei ontem?
— Nessa época do ano?
— Tentar se acertar, acho.
— Literalmente?
— Você me entendeu.
— Sempre.
— Infernal essa coisa.
— O quê?
— Casamento. O deles.
— É.
André Leones. Hoje está um dia morto. Rio de Janeiro: Record, 2006, p. 47.
Assinale a alternativa incorreta com relação ao texto.
Provas
Texto IX, para responder à questão.
Tênis branco como o paraíso. Cabelos curtos. Olhos abertos não percebendo nada. Tez branquinha como os tênis brancos como o paraíso. Deiforme, deiforme. Como um cheetos, depois outro, depois outro.
— Oi.
— Oi.
— Trouxe teu CD.
— Pego depois.
Um beijo no rosto, outro no canto da boca.
— Meus pais viajaram.
— Ah.
— ...
— Pra onde eles foram mesmo?
— Acho que pra Fortaleza. Não te falei ontem?
— Nessa época do ano?
— Tentar se acertar, acho.
— Literalmente?
— Você me entendeu.
— Sempre.
— Infernal essa coisa.
— O quê?
— Casamento. O deles.
— É.
André Leones. Hoje está um dia morto. Rio de Janeiro: Record, 2006, p. 47.
No que diz respeito à linguagem utilizada no texto, assinale a alternativa correta.
Provas
Texto VIII, para responder à questão.
A invenção de Méliès
Martin Scorsese adora novidades, adora contar boas histórias e, principalmente, adora o cinema.
Em seu novo filme, A Invenção de Hugo Cabret, que concorre a 11 Oscars e estreia hoje no Brasil, conseguiu unir tudo isso numa comovente homenagem a um dos precursores dessa arte, o francês Georges Méliès (1861-1938).
A novidade é o 3D, que o cineasta usa pela primeira vez. “O 3D é o futuro do cinema, mas é bom lembrar que ele vem lá do passado. O próprio Méliès já buscava algo parecido no início do século XX. Na verdade, há dois minutos de um dos seus filmes, Le Cake-Walk Infernal [1903], filmados com duas câmeras simultaneamente, que já é um precursor da técnica. Ele caminhava para isso”, disse Scorsese, durante entrevista à Folha no final do ano passado em Londres.
A
boa
história
é
a
do
próprio
Méliès.
Ele
era
uma
das
pessoas
que
assistiram,
no
final
do
século
XIX,
às
primeiras
projeções
em
Paris
dos
filmetes
dos
irmãos
Auguste
e
Louis
Lumière,
que
mostravam
um
trem
em
movimento.
As
imagens
assustaram
alguns
espectadores,
mas
encantaram
Méliès
—
que,
na
época,
atuava
como
mágico.
Ele
comprou
uma
câmera,
montou
um
estúdio
e
começou
a
filmar
narrativas
que
criava
e
interpretava.
Lançou
mais
de
400
títulos,
que
misturavam
magia,
ficção
científica,
comédia
e
horror.
Fez
sucesso
até
a
eclosão
da
Primeira
Guerra
Mundial
(1914),
quando
foi
esquecido.
Ficou
desiludido,
queimou
todos
os
seus
cenários,
figurinos
e
a
maioria
dos
originais
de
seus
filmes.
E
passou
a
viver
anonimamente.
Para recontar essa história, Scorsese usou o livro de Brian Selznick, que tem o mesmo título do filme. Selznick acrescentou ficção à realidade. Criou um personagem, o próprio Hugo, um garoto órfão que vive na estação de trem Montparnasse, de Paris.
É ele que reencontra o velho cineasta, que escondia seu passado e mantinha uma lojinha de brinquedos na mesma estação. O garoto acaba sendo o responsável por seu redescobrimento, o que de fato aconteceu, pouco antes da morte de Méliès.
In: Folha de S. Paulo. Caderno Ilustrado, 17/2/2012
É
correto
afirmar
que
o
texto
é
predominantemente
Provas
Texto VIII, para responder à questão.
A invenção de Méliès
Martin Scorsese adora novidades, adora contar boas histórias e, principalmente, adora o cinema.
Em seu novo filme, A Invenção de Hugo Cabret, que concorre a 11 Oscars e estreia hoje no Brasil, conseguiu unir tudo isso numa comovente homenagem a um dos precursores dessa arte, o francês Georges Méliès (1861-1938).
A novidade é o 3D, que o cineasta usa pela primeira vez. “O 3D é o futuro do cinema, mas é bom lembrar que ele vem lá do passado. O próprio Méliès já buscava algo parecido no início do século XX. Na verdade, há dois minutos de um dos seus filmes, Le Cake-Walk Infernal [1903], filmados com duas câmeras simultaneamente, que já é um precursor da técnica. Ele caminhava para isso”, disse Scorsese, durante entrevista à Folha no final do ano passado em Londres.
A
boa
história
é
a
do
próprio
Méliès.
Ele
era
uma
das
pessoas
que
assistiram,
no
final
do
século
XIX,
às
primeiras
projeções
em
Paris
dos
filmetes
dos
irmãos
Auguste
e
Louis
Lumière,
que
mostravam
um
trem
em
movimento.
As
imagens
assustaram
alguns
espectadores,
mas
encantaram
Méliès
—
que,
na
época,
atuava
como
mágico.
Ele
comprou
uma
câmera,
montou
um
estúdio
e
começou
a
filmar
narrativas
que
criava
e
interpretava.
Lançou
mais
de
400
títulos,
que
misturavam
magia,
ficção
científica,
comédia
e
horror.
Fez
sucesso
até
a
eclosão
da
Primeira
Guerra
Mundial
(1914),
quando
foi
esquecido.
Ficou
desiludido,
queimou
todos
os
seus
cenários,
figurinos
e
a
maioria
dos
originais
de
seus
filmes.
E
passou
a
viver
anonimamente.
Para recontar essa história, Scorsese usou o livro de Brian Selznick, que tem o mesmo título do filme. Selznick acrescentou ficção à realidade. Criou um personagem, o próprio Hugo, um garoto órfão que vive na estação de trem Montparnasse, de Paris.
É ele que reencontra o velho cineasta, que escondia seu passado e mantinha uma lojinha de brinquedos na mesma estação. O garoto acaba sendo o responsável por seu redescobrimento, o que de fato aconteceu, pouco antes da morte de Méliès.
In: Folha de S. Paulo. Caderno Ilustrado, 17/2/2012
Assinale
a
alternativa
em
que
o(s)
termo(s)
destacado(s)
em
negrito
não
se
refere(m)
a
George
Méliès,
um
dos
pioneiros
da
história
do
cinema.
Provas
Texto VII, para responder à questão.
Passam pássaros e aviões
E no chão os caminhões
Passa o tempo, as estações
Passam andorinhas e verões
Passa em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Passa em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Estou esperando visita
Tão impaciente e aflita
Se você não passa no morro
Eu quase morro, eu quase morro
Estou implorando socorro
Ou quase morro, ou quase morro
Vida sem graça se você não passa no morro
Já estou pedindo que
Passe um tempo, passe lá
Passo mal com os meus lençóis
Passe agora, passe enfim
Um momento pra ficarmos sós
Passe em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Passe em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Marisa Monte. Internet: <www.letras.com.br>.
Há, no texto, a repetição de diversas palavras com objetivos diferentes. Considerando essa informação, assinale a alternativa correta.
Provas
Texto VII, para responder à questão.
Passam pássaros e aviões
E no chão os caminhões
Passa o tempo, as estações
Passam andorinhas e verões
Passa em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Passa em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Estou esperando visita
Tão impaciente e aflita
Se você não passa no morro
Eu quase morro, eu quase morro
Estou implorando socorro
Ou quase morro, ou quase morro
Vida sem graça se você não passa no morro
Já estou pedindo que
Passe um tempo, passe lá
Passo mal com os meus lençóis
Passe agora, passe enfim
Um momento pra ficarmos sós
Passe em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Passe em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Marisa Monte. Internet: <www.letras.com.br>.
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
Provas
Caderno Container