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Foram encontradas 50 questões.

3289634 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Texto XI, para responder às questão.

Entramos com cuidado no quintal de uma casa indicada por um morador com quem cruzamos em frente à quadra de futebol. Quatro mesas de plástico repousam na varanda, cobertas por toalhas com estampas variadas: uma tem cajus; outra, flores vermelhas; outra, flores azuis; a última, baleias. Os moradores daqui fazem refeições para turistas.

Então, bato palmas a ver se me escutam.

Marie-Ange não larga o sorriso.

Um minuto depois, surge um senhor, a pele mulata, a barba e o cabelo grisalhos. Arrasta-se até a entrada da varanda, sem pressa nem ansiedade, imaginando que turistas chegam para comer. Não sorri, mas também não franze a testa. Tem ar de quem estava descansando.

— Bom-dia.


Eu o reconheço assim que nos aproximamos: é Januário, pai de Jéssica, a menina que vivia a correr atrás das cabras com uma escova de cabelo, no intuito de lhes fazer penteados. Envelheceu, é a primeira coisa que me vem à cabeça. Como não podia deixar de ser, penso em seguida.


— Bom-dia.


Ele continua a me fitar, sem demonstração de reconhecimento. Volta e meia chegam turistas com a indicação de seu nome para um prato-feito. Dizem que seu peixe empanado é imbatível.

Tatiana Salem Levy. Dois rios. Rio de Janeiro: Record, 2011, p. 58.

Em cada alternativa a seguir, há uma expressão destacada em negrito. Assinale aquela em que a função dessa expressão esteja corretamente explicitada após a barra (/).

 

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3289633 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Texto XI, para responder às questão.

Entramos com cuidado no quintal de uma casa indicada por um morador com quem cruzamos em frente à quadra de futebol. Quatro mesas de plástico repousam na varanda, cobertas por toalhas com estampas variadas: uma tem cajus; outra, flores vermelhas; outra, flores azuis; a última, baleias. Os moradores daqui fazem refeições para turistas.

Então, bato palmas a ver se me escutam.

Marie-Ange não larga o sorriso.

Um minuto depois, surge um senhor, a pele mulata, a barba e o cabelo grisalhos. Arrasta-se até a entrada da varanda, sem pressa nem ansiedade, imaginando que turistas chegam para comer. Não sorri, mas também não franze a testa. Tem ar de quem estava descansando.

— Bom-dia.


Eu o reconheço assim que nos aproximamos: é Januário, pai de Jéssica, a menina que vivia a correr atrás das cabras com uma escova de cabelo, no intuito de lhes fazer penteados. Envelheceu, é a primeira coisa que me vem à cabeça. Como não podia deixar de ser, penso em seguida.


— Bom-dia.


Ele continua a me fitar, sem demonstração de reconhecimento. Volta e meia chegam turistas com a indicação de seu nome para um prato-feito. Dizem que seu peixe empanado é imbatível.

Tatiana Salem Levy. Dois rios. Rio de Janeiro: Record, 2011, p. 58.

Assinale a alternativa correta em relação ao texto.

 

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3289632 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Texto X, para responder à questão.

Texto e hipertexto

Além de se afirmar que o hipertexto é um novo espaço de escrita, é comum ouvir-se que o hipertexto representa uma novidade radical, uma espécie de novo paradigma de produção textual. A rigor, ele não é novo na concepção, pois sempre existiu como ideia na tradição
ocidental; a novidade está na tecnologia que permite uma nova forma de textualidade. O hipertexto, aliado às vantagens da hipermídia, consegue integrar notas, citações, bibliografias, referências, imagens, fotos e outros elementos encontrados na obra impressa, de modo eficaz e sem a sensação de que sejam notas, citações etc. Em suma, subverte os movimentos e redefine as funções dos constituintes textuais clássicos.

Perfetti (1996, p. 157) inicia sua análise da relação entre texto e hipertexto afirmando: “Entre o texto e o hipertexto está o hiper.” E então se indaga “se há algo mais que conecte os dois além de uma raiz morfemática comum”. Em seguida, Perfetti reclama da trivialidade com que se desenvolveram os estudos sobre o hipertexto e da falta de atenção para certas questões centrais. Por fim, Perfetti propõe uma agenda para o futuro que constaria na análise da relação definida como “relação processo versus uso”

Para Perfetti, a questão central não está em discutir qual a relação entre texto e hipertexto e sim em admitir que se trata de textos.

Luiz Antônio Marcuschi. Internet: <www4.pucsp.br>.


Com base na afirmação “O hipertexto, aliado às vantagens da hipermídia, consegue integrar notas, citações, bibliografias, referências, imagens, fotos e outros elementos encontrados na obra impressa, de modo eficaz e sem a sensação de que sejam notas, citações etc.”, julgue os itens a seguir.

I uma distinção entre hipertexto e hipermídia. O primeiro apresenta uma organização que abre diferentes caminhos de leitura, e a segunda é apenas um conjunto de informações organizadas em mídias diferenciadas.

II É possível afirmar que o hipertexto é multimodal, ou seja, permite a interação por meio de múltiplas formas, mas com lexicologia e terminologia necessariamente diferenciadas do texto escrito.

III A oração “Em suma, subverte os movimentos e redefine as funções dos constituintes textuais clássicos” sintetiza o fragmento apresentado, afirmando como constituintes textuais notas, citações, bibliografias, referências, imagens, fotos e outros elementos da obra impressa.


Assinale a alternativa correta.

 

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3289631 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Texto X, para responder à questão.

Texto e hipertexto

Além de se afirmar que o hipertexto é um novo espaço de escrita, é comum ouvir-se que o hipertexto representa uma novidade radical, uma espécie de novo paradigma de produção textual. A rigor, ele não é novo na concepção, pois sempre existiu como ideia na tradição
ocidental; a novidade está na tecnologia que permite uma nova forma de textualidade. O hipertexto, aliado às vantagens da hipermídia, consegue integrar notas, citações, bibliografias, referências, imagens, fotos e outros elementos encontrados na obra impressa, de modo eficaz e sem a sensação de que sejam notas, citações etc. Em suma, subverte os movimentos e redefine as funções dos constituintes textuais clássicos.

Perfetti (1996, p. 157) inicia sua análise da relação entre texto e hipertexto afirmando: “Entre o texto e o hipertexto está o hiper.” E então se indaga “se há algo mais que conecte os dois além de uma raiz morfemática comum”. Em seguida, Perfetti reclama da trivialidade com que se desenvolveram os estudos sobre o hipertexto e da falta de atenção para certas questões centrais. Por fim, Perfetti propõe uma agenda para o futuro que constaria na análise da relação definida como “relação processo versus uso”

Para Perfetti, a questão central não está em discutir qual a relação entre texto e hipertexto e sim em admitir que se trata de textos.

Luiz Antônio Marcuschi. Internet: <www4.pucsp.br>.

O texto discute a definição e a compreensão de hipertexto. Assinale a alternativa que não apresenta uma característica que determine a natureza do hipertexto apontada por Marcuschi, o autor do texto.

 

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3289630 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Texto IX, para responder à questão.

Tênis branco como o paraíso. Cabelos curtos. Olhos abertos não percebendo nada. Tez branquinha como os tênis brancos como o paraíso. Deiforme, deiforme. Como um cheetos, depois outro, depois outro.

— Oi.
— Oi.
— Trouxe teu CD.
— Pego depois.
Um beijo no rosto, outro no canto da boca.
— Meus pais viajaram.
— Ah.
— ...
— Pra onde eles foram mesmo?
— Acho que pra Fortaleza. Não te falei ontem?
— Nessa época do ano?
— Tentar se acertar, acho.
— Literalmente?
— Você me entendeu.
— Sempre.
— Infernal essa coisa.
— O quê?
— Casamento. O deles.
— É.


André Leones. Hoje está um dia morto. Rio de Janeiro: Record, 2006, p. 47.

Assinale a alternativa incorreta com relação ao texto.

 

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3289629 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Texto IX, para responder à questão.

Tênis branco como o paraíso. Cabelos curtos. Olhos abertos não percebendo nada. Tez branquinha como os tênis brancos como o paraíso. Deiforme, deiforme. Como um cheetos, depois outro, depois outro.

— Oi.
— Oi.
— Trouxe teu CD.
— Pego depois.
Um beijo no rosto, outro no canto da boca.
— Meus pais viajaram.
— Ah.
— ...
— Pra onde eles foram mesmo?
— Acho que pra Fortaleza. Não te falei ontem?
— Nessa época do ano?
— Tentar se acertar, acho.
— Literalmente?
— Você me entendeu.
— Sempre.
— Infernal essa coisa.
— O quê?
— Casamento. O deles.
— É.


André Leones. Hoje está um dia morto. Rio de Janeiro: Record, 2006, p. 47.

No que diz respeito à linguagem utilizada no texto, assinale a alternativa correta.

 

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3289628 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Texto VIII, para responder à questão.

A invenção de Méliès

Martin Scorsese adora novidades, adora contar boas histórias e, principalmente, adora o cinema.

Em seu novo filme, A Invenção de Hugo Cabret, que concorre a 11 Oscars e estreia hoje no Brasil, conseguiu unir tudo isso numa comovente homenagem a um dos precursores dessa arte, o francês Georges Méliès (1861-1938).

A novidade é o 3D, que o cineasta usa pela primeira vez. “O 3D é o futuro do cinema, mas é bom lembrar que ele vem do passado. O próprio Méliès buscava algo parecido no início do século XX. Na verdade, há dois minutos de um dos seus filmes, Le Cake-Walk Infernal [1903], filmados com duas câmeras simultaneamente, que já é um precursor da técnica. Ele caminhava para isso”, disse Scorsese, durante entrevista à Folha no final do ano passado em Londres.


A boa história é a do próprio Méliès. Ele era uma das pessoas que assistiram, no final do século XIX, às primeiras projeções em Paris dos filmetes dos irmãos Auguste e Louis Lumière, que mostravam um trem em movimento. As imagens assustaram alguns espectadores, mas encantaram Méliès que, na época, atuava como mágico.

Ele comprou uma câmera, montou um estúdio e começou a filmar narrativas que criava e interpretava. Lançou mais de 400 títulos, que misturavam magia, ficção científica, comédia e horror. Fez sucesso até a eclosão da Primeira Guerra Mundial (1914), quando foi esquecido. Ficou desiludido, queimou todos os seus cenários, figurinos e a maioria dos originais de seus filmes. E passou a viver
anonimamente.

Para recontar essa história, Scorsese usou o livro de Brian Selznick, que tem o mesmo título do filme. Selznick acrescentou ficção à realidade. Criou um personagem, o próprio Hugo, um garoto órfão que vive na estação de trem Montparnasse, de Paris.

É ele que reencontra o velho cineasta, que escondia seu passado e mantinha uma lojinha de brinquedos na mesma estação. O garoto acaba sendo o responsável por seu redescobrimento, o que de fato aconteceu, pouco antes da morte de Méliès.

In: Folha de S. Paulo. Caderno Ilustrado, 17/2/2012

É correto afirmar que o texto é predominantemente

 

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3289627 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Texto VIII, para responder à questão.

A invenção de Méliès

Martin Scorsese adora novidades, adora contar boas histórias e, principalmente, adora o cinema.

Em seu novo filme, A Invenção de Hugo Cabret, que concorre a 11 Oscars e estreia hoje no Brasil, conseguiu unir tudo isso numa comovente homenagem a um dos precursores dessa arte, o francês Georges Méliès (1861-1938).

A novidade é o 3D, que o cineasta usa pela primeira vez. “O 3D é o futuro do cinema, mas é bom lembrar que ele vem do passado. O próprio Méliès buscava algo parecido no início do século XX. Na verdade, há dois minutos de um dos seus filmes, Le Cake-Walk Infernal [1903], filmados com duas câmeras simultaneamente, que já é um precursor da técnica. Ele caminhava para isso”, disse Scorsese, durante entrevista à Folha no final do ano passado em Londres.


A boa história é a do próprio Méliès. Ele era uma das pessoas que assistiram, no final do século XIX, às primeiras projeções em Paris dos filmetes dos irmãos Auguste e Louis Lumière, que mostravam um trem em movimento. As imagens assustaram alguns espectadores, mas encantaram Méliès que, na época, atuava como mágico.

Ele comprou uma câmera, montou um estúdio e começou a filmar narrativas que criava e interpretava. Lançou mais de 400 títulos, que misturavam magia, ficção científica, comédia e horror. Fez sucesso até a eclosão da Primeira Guerra Mundial (1914), quando foi esquecido. Ficou desiludido, queimou todos os seus cenários, figurinos e a maioria dos originais de seus filmes. E passou a viver
anonimamente.

Para recontar essa história, Scorsese usou o livro de Brian Selznick, que tem o mesmo título do filme. Selznick acrescentou ficção à realidade. Criou um personagem, o próprio Hugo, um garoto órfão que vive na estação de trem Montparnasse, de Paris.

É ele que reencontra o velho cineasta, que escondia seu passado e mantinha uma lojinha de brinquedos na mesma estação. O garoto acaba sendo o responsável por seu redescobrimento, o que de fato aconteceu, pouco antes da morte de Méliès.

In: Folha de S. Paulo. Caderno Ilustrado, 17/2/2012

Assinale a alternativa em que o(s) termo(s) destacado(s) em negrito não se refere(m) a George Méliès, um dos pioneiros da história do cinema.

 

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3289626 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Texto VII, para responder à questão.

Passam pássaros e aviões
E no chão os caminhões
Passa o tempo, as estações
Passam andorinhas e verões
Passa em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Passa em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Estou esperando visita
Tão impaciente e aflita
Se você não passa no morro
Eu quase morro, eu quase morro
Estou implorando socorro
Ou quase morro, ou quase morro
Vida sem graça se você não passa no morro
Já estou pedindo que
Passe um tempo, passe lá
Passo mal com os meus lençóis
Passe agora, passe enfim
Um momento pra ficarmos sós
Passe em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Passe em casa
Tô te esperando, tô te esperando

Marisa Monte. Internet: <www.letras.com.br>.

Há, no texto, a repetição de diversas palavras com objetivos diferentes. Considerando essa informação, assinale a alternativa correta.

 

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3289625 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Texto VII, para responder à questão.

Passam pássaros e aviões
E no chão os caminhões
Passa o tempo, as estações
Passam andorinhas e verões
Passa em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Passa em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Estou esperando visita
Tão impaciente e aflita
Se você não passa no morro
Eu quase morro, eu quase morro
Estou implorando socorro
Ou quase morro, ou quase morro
Vida sem graça se você não passa no morro
Já estou pedindo que
Passe um tempo, passe lá
Passo mal com os meus lençóis
Passe agora, passe enfim
Um momento pra ficarmos sós
Passe em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Passe em casa
Tô te esperando, tô te esperando

Marisa Monte. Internet: <www.letras.com.br>.

Com base no texto, assinale a alternativa correta.

 

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