Em mais de um momento a inteligência brasileira, reagindo contra certos processos agudos de europeização, procurou nas raízes da terra e do nativo imagens para se afirmar em face do estrangeiro: então, os cronistas voltaram a ser lidos, e até glosados, tanto por um Alencar romântico e saudosista como por um Mário ou um Oswald de Andrade modernistas. Daí o interesse obliquamente estético da “literatura” de informação.
(BOSI, A. História concisa da literatura brasileira. 35. ed. São Paulo: Cultrix, 1994).
No trecho acima, extraído de História Concisa da Literatura Brasileira, Alfredo Bosi coloca entre aspas o termo literatura quando o aplica na expressão literatura de informação. A que textos Bosi se refere e por que razão coloca em dúvida seu estatuto literário?