Entre as décadas de 1970 e 1980, um grupo teatral pernambucano fundou um café-teatro em área periférica
localizada em um terreno de mangue no Complexo de Salgadinho em Olinda/Pernambuco, abrigando
apresentações que podiam durar até a madrugada, trazendo temas humorísticos e de críticas sociais com uma
teatralidade desviante e anárquica. Os espetáculos transitavam entre o tropicalismo, o teatro de revista, a
chanchada, entre outras pautas, abraçando grupos marginalizados e excluídos da sociedade. Encenando
números de cabarés, performances, dublagens, esquetes, entre outros, o coletivo produzia uma estética
irreverente, contendo erotismo e deboche, em plena ditadura militar brasileira. Renovando a cena teatral
pernambucana, obtiveram êxito estrondoso com a obra “Bonecas falando para o mundo”.
Essa efervescência cultural e libertária foi estabelecida pelo grupo
Essa efervescência cultural e libertária foi estabelecida pelo grupo