Como ocorre em quase todas as questões de que a Filosofia se ocupa, os pensadores gregos foram os primeiros a encontrar motivo de perplexidade na relação entre o mesmo e o outro. A princípio, duas posições absolutamente contrárias traduziram o impasse: de um lado, a afirmação absoluta do ser, necessariamente sempre o mesmo, sem nenhuma alteração; de outro, a afirmação da mudança, da transformação e da instabilidade de tudo que existe. Percebe-se a ênfase, no primeiro caso, na identidade do ser, e, no segundo, no fato de que tudo que é torna-se outro.
(Franklin Leopoldo e Silva. O outro, 2012. Adaptado)
Na raiz da discussão filosófica acerca do ser e do outro, apresentada no texto, está a relação antagônica que permeará a história da filosofia entre