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3526054 Ano: 2022
Disciplina: Fisioterapia
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Guaíra-PR
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À medida que se envelhece, os sistemas do corpo humano sofrem alterações morfológicas e funcionais, que geram perda gradual dos mecanismos que mantêm a homeostasia do organismo, caracterizando o processo de envelhecimento, essas alterações têm início geralmente no começo da vida adulta, mas se intensificam à medida que os anos passam. Apesar dessas alterações serem típicas do envelhecimento, podem cursar com certos comprometimentos de mobilidade e estabilidade e, por isso, devem ser conhecidas por todos os profissionais de saúde que prestam assistência à pessoa idosa, especialmente pelo fisioterapeuta. Diante deste pressuposto, analise as assertivas a respeito do sistema musculoesquelético e composição corporal durante o envelhecimento e assinale a alternativa correta.

I. Entre as alterações morfofisiológicas características do processo de envelhecimento, as musculares possuem relevância do ponto de vista funcional, pois o envelhecimento causa um quadro de perda de massa muscular importante, caracterizando uma condição denominada sarcopenia. Deste modo, o processo de envelhecimento cursa com déficits de massa muscular e essa redução, é decorrente de alterações na microarquitetura das fibras musculares, maior deposição de tecido adiposo e conjuntivo e progressiva redução dos neurônios motores, o que leva a um quadro de denervação das fibras musculares, além de redução na resposta aos fatores de crescimento endotelial vascular, que predispõem a isquemia e a perfusão inadequada das fibras musculares, afetando negativamente o metabolismo do sistema muscular.

II. Em relação aos efeitos sobre a funcionalidade do idoso, a sarcopenia pode resultar em menor qualidade da contração muscular, associada a menos força e coordenação dos movimentos, resultando em perda da mobilidade, e consequentemente, redução da independência na realização de atividades da vida diária (AVDs), impactando negativamente na qualidade de vida, além ainda, a maior lentidão nos movimentos eleva a probabilidade de acidentes, como quedas.

III. O tecido articular é o tecido menos prejudicado pelo processo de envelhecimento fisiológico, o que justifica a grande prevalência de doenças articulares em pacientes idosos, isso se deve ao fato de o tecido articular ser fisiologicamente, em condições normais, um tecido que apresenta baixo metabolismo e muita vascularização, o que o torna uma estrutura com capacidade de reparação limitada e quando se considera o processo de envelhecimento, esta capacidade de reparação se estreita ainda mais. As alterações fisiológicas que o envelhecimento promove sobre o tecido articular predispõem o idoso a disfunções de instabilidade nas articulações, uma vez que comprometem a dinâmica articular, influenciam negativamente na amplitude de movimento (ADM), ao mesmo tempo em que diminuem o contato das superfícies ósseas, comprometendo o funcionamento adequado desses tecidos, além disso, essas alterações morfológicas evidenciadas com o envelhecimento podem induzir a um afinamento da cartilagem, com presença de rachaduras e fendas na superfície articular, comprometendo ainda mais o funcionamento desse tecido.

IV. O processo de remodelamento ósseo acontece fisiologicamente e permite a integridade do tecido ósseo, na fase da vida adulta se adquire um certo desequilíbrio entre a produção e a reabsorção de tecido ósseo, determinando a densidade óssea máxima. Fisiologicamente, após essa fase, inicia-se um processo caracterizado por um equilíbrio no processo de modelagem e remodelagem óssea em consequência do envelhecimento, que pode acontecer por diminuição da atividade dos osteoclastos, por aumento das atividades dos osteoblastos ou, pela combinação de ambas as situações, essa condição resulta em perda gradual de massa óssea, caracterizada pelo aumento da densidade mineral óssea denominada osteopenia.

V. As alterações na composição corporal, associadas às alterações do sistema musculoesquelético, resultam em quadros de fraqueza muscular, fadiga, rigidez e dor articular, o que predispõe o idoso a quedas, limitações funcionais, imobilidade e fraturas, além disso, afetam a postura e a marcha dos idosos. Acerca da postura, observa-se uma redução da estatura, que costuma ser de aproximadamente 1 ou 2 cm por década, resultante da diminuição da altura dos discos intervertebrais e do achatamento das vértebras e, associadas à redução da estatura, as alterações de composição corporal e no sistema musculoesquelético causam, ainda, modificações posturais, criando uma postura típica de idosos, com anteriorização de cabeça, redução da lordose lombar, aumento da cifose torácica, aumento da retroversão pélvica e da angulação de joelhos.

 

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