Uso de tela por crianças e adolescentes
Crianças e adolescentes vivem intensas mudanças
de crescimento e desenvolvimento corporal, mental e
psicossocial, influenciadas por fatores externos, ambientais
e culturais. As evidências científicas disponíveis atualmente
apontam que usos problemáticos ou excessivos de
dispositivos digitais por crianças e adolescentes estão
associados a diversos atrasos no desenvolvimento cognitivo,
emocional e linguístico, bem como a problemas de saúde e
sofrimento mental.
Um dos fatores que mais contribuem para o uso
precoce e excessivo de dispositivos é o uso excessivo por
parte dos adultos, que são modelos e referências de
comportamento. Decisões sobre o uso de dispositivos
digitais nos ambientes familiares ou escolares devem
sempre levar em conta direitos à proteção integral, melhor
interesse, autonomia progressiva e participação de crianças
e adolescentes.
Empresas que desenvolvem aplicativos que possam
ser usados por crianças e adolescentes devem investir em
estratégias de verificação da idade, oferecer produtos ou
serviços com base em princípios de segurança por design,
coletar o mínimo necessário de dados, não expor crianças à
comunicação mercadológica (inclusive de apostas),
combater o trabalho infantil e ampliar a disponibilidade e
divulgação de ferramentas que auxiliem processos de
mediação familiar.
Todos aqueles para os quais a legislação brasileira
prevê responsabilidade compartilhada sobre crianças e
adolescentes devem colaborar para a garantia do direito à
privacidade de tais sujeitos na relação com o ambiente
digital.
Fonte: Guia sobre usos de dispositivos digitais. Governo
Federal.
( ) A responsabilidade das empresas em desenvolver aplicativos que podem ser usados por adolescentes e crianças deve estar a par da responsabilidade social exigida a todos.
( ) A responsabilidade com crianças e adolescentes não é compartilhada, mas sim individualizada.
( ) Os ambientes digitais devem ser pensados de forma que crianças não sejam expostas a produtos inadequados para a idade.
( ) A ciência já estabeleceu que o uso problemático de telas pode estar associado a sofrimento mental.