Em relação à estrutura epidemiológica, pode-se afirmar:
Um perfeito equilíbrio no ecossistema, embora custe a eliminação de indivíduos como resultado das interações naturais, propicia, em compensação, que os interagentes se mantenham saudáveis, numericamente equilibrados, tendam à extinção e busquem a erradicação um dos outros.
Num ecossistema desequilibrado, os elementos físicos, de cuja associação é gerado o meio ambiente propício à vida, mantêm-se a salvo da espoliação e da destruição. Como elemento ao mesmo tempo formador e beneficiário do ecossistema, cada indivíduo, isolado ou em grupo, é capaz de prover sua subsistência e sua defesa contra a deterioração e a eliminação física.
Um ecossistema perfeitamente equilibrado só existe teoricamente. Sua praticabilidade no mundo das realidades factuais não é conseguida. A ação de viver é espoliativa. Existem desequilíbrios provocados por adaptações sistêmicas mal realizadas entre as espécies em associação, desiquilíbrios advindos da destruição do habitat abiótico e da introdução de fatores novos indesejáveis.
No ecossistema concreto, dentro do qual uma multiplicidade de espécies vive, sobrevive e interage, a lei fundamental pode ser assim traduzida: qualquer evento que modifique qualitativa ou quantitativamente, seja por aumento, diminuição, supressão, troca, inclusão, modifica forçosamente as relações até então vigentes, em busca de outro equilíbrio, que poderá ou não ser melhor.
Um ecossistema completo envolve seres vivos e seres inanimados em interação sistêmica. Um ecossistema que inclui o homem também inclui, não necessariamente, suas relações específicas com outros seres vivos animais e vegetais, as relações desses entre si e as relações de todos eles com o substrato inanimado, formador do ambiente, no seio do qual se processa a vida e suas interações.
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