“(...) o “teatro sintético”, imagem do teatro contemporâneo, é um “teatro rico” (rico em defeitos), fundado numa cleptomania artística, chegando a uma composição híbrida, apenas com a aparência de orgânica. A ilusão de um “teatro total” seria a base de uma concorrência errônea com o cinema e a tevê, que dispõem de recursos técnicos muito maiores, diante dos quais parece ridícula a maquinaria do palco. Se o teatro é necessário na sociedade moderna, devem ser encontradas outras razões para a sua existência. Esse encenador vê essa necessidade apenas naquilo que é essencial no teatro: a presença física do ator diante do espectador. Há teatro sem cenários, sem figurinos, sem música, sem maquilagem e até mesmo sem texto. Só não há teatro sem ator e ao menos um espectador.”
(Magaldi, Iniciação ao teatro, 1985. Adaptado)
Esse excerto aponta para a concepção do Teatro Pobre, a partir das premissas de