TEXTO III
Uma pesquisa ainda inédita da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) constatou contaminação por mercúrio entre indígenas ianomâmis. Há suspeitas de relação desse fato com o aumento dos garimpos ilegais na região que usam mercúrio no processo de extração do ouro.
De acordo com o coordenador do estudo, o pesquisador Paulo Basta, 56% das amostras apontam um índice de contaminação acima do percentual limite estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 2 microgramas de mercúrio por grama de cabelo examinado. Em 4% da população analisada havia concentrações acima de 6 microgramas de mercúrio por grama de cabelo, considerado o limite de tolerância biológica do corpo humano a essa substância. A partir desse valor, podem surgir doenças neurológicas.
Uma criança de três anos de idade teve seu cabelo analisado e apresentou um índice de 13,87 microgramas, sete vezes mais que o limite da OMS e mais de duas vezes maior que o índice de tolerância biológica. “A região do Alto Rio Negro, onde fica a terra indígena ianomâmi, está altamente impactada pela presença de garimpeiros ilegais. Eles usam o mercúrio no processo de extração do ouro. Esse material vai parar na atmosfera ou na água dos rios e acaba contaminando os peixes que, depois, são fonte da alimentação dos índios”, disse Basta.
PRAZERES, Leandro. Estudo da Fiocruz mostra que 56% dos Ianomâmis têm Mercúrio acima do limite.
O Globo, 03/08/2019. Disponível: https://oglobo.globo.com/brasil/estudo-da-fiocruz-mostra-que-56-
dosianomamis- tem-mercurio-acima-do-limite-23852233. Texto Adaptado.
Considerando o texto III, assinale a alternativa VERDADEIRA.