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2687181 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: PC-DF
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Texto I

É impossível checar as impressões digitais de cada uma das pessoas em uma multidão. Para os policiais, isso é um pesadelo quando se trata de apontar entre milhares de inocentes um potencial criminoso ou terrorista. A policia federal americana, o FBI, está investigando 1 bilhão de dólares em um projeto que permitirá identificar os sinais únicos de um criminoso já conhecido em meio às multidões. O projeto partirá das informações de um banco de dados do tamanho de dois campos de futebol alojado em um abrigo subterrâneo na cidade de Claksbur, a 400 quilômetros de Whashington. A nova tecnologia foi batizada de Next Generation Identification. Ela unificará as principais formas de reconhecimento de criminosos usadas hoje, levando em conta as "mensurações unívocas", aqueles traços que os identificam como únicos e que dificilmente podem ser imitados ou apagados. O banco de dados conta hoje essencialmente com as impressões digitais com imagens do rosto e da palma das mãos de mais de 50 milhões de indivíduos. A tecnologia implicará esse arsenal, incluindo nele informações sobre a íris, o formato do lóbulo, o tom de voz e o padrão dos passos a caminhar. A nova tecnologia reduzirá as características físicas e os comportamentos adquiridos a um padrão matemático e vai associá-lo à pessoa fichada.

Outra frente da pesquisa desenvolverá uma tecnologia de vigilância ligada a esse banco de dados que será instalada em centros com grande circulação de pessoas, como aeroportos e estações de trem. As câmeras medirão vários indivíduos ao mesmo tempo e identificarão aqueles que representam perigo. O desenvolvimento do projeto foi recibo com agrado pelos especialistas em segurança, mas com ressalvas pelos órgãos de defesa da privacidade. Isso porque o FBI pretende catalogar não apenas criminosos. A idéias da polícia federal americana é manter em seus arquivos as informações corporais obtidas de qualquer pessoa que eventualmente as forneça em aeroportos ou batidas policiais. Essa é uma mudança radical. Atualmente, esses dados são deletados quando nada pesa contra o indivíduo. Com o novo sistema, essas informações acabariam entrando para o tal banco de dados e lá permaneceriam, em uma espécie de arquivo para a vida inteira. Elas poderiam ser acessadas a qualquer momento no interesse do estado. Pra muitos analistas, o progresso tecnológico está ajudando a trazer de volta uma das mais perniciosas formas medievais de discriminação, a marcação indelével a ferro que os criminosos e inimigos do poder recebiam no rosto. É um exagero. A ideia, porém, tem origem comum na obsessão de facilitar a identificação de um criminoso e em sua ideia gêmea, a de que quem transgride tende a transgredir de novo, por isso, precisa ser marcado.

Internet:<https://veja.abril.com.br/09018/p_076.stml>

Quanto à leitura compreensiva do texto I, assinale a alternativa correta.

 

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