Uma paciente de 45 anos de idade apresenta quadro de dor abdominal de início há dois meses. Refere ainda aumento abdominal associado e nega alterações menstruais ou perda ponderal no período. Ao exame clínico, encontra-se em bom estado geral, corada, hidratada, acianótica, anictérica e afebril. Seus sinais vitais estão preservados PA = 110 mmHg x 70 mmHg, FC = 68 bpm, FR = 17 irpm, SatO2 = 97%, abdome com massa palpável pélvica, 3 cm acima da sínfise púbica, defesa ausente e descompressão brusca negativa. Verificam-se especular colo epitelizado, volume normal, superfície regular, secreção fisiológica, e, ao toque, útero de volume normal, superfície regular e massa anexial palpável indolor à mobilização em topografia de anexo direito.
No que se refere a esse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.
A presença do sinal do redemoinho à tomografia computadorizada de abdome e (ou) a presença de líquido livre ao redor da massa anexial, sem fluxo ao Doppler na ultrassonografia pélvica, sugerem o diagnóstico de torção anexial com necessidade de abordagem cirúrgica.