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1397731 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Alumínio-SP
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Leia o texto para responder a questão.
O levante do 3.º Regimento e a revolução de Natal haviam desencadeado uma perseguição feroz. Tudo se desarticulava, sombrio pessimismo anuviava as almas, tínhamos a impressão de viver numa bárbara colônia alemã. Pior: numa colônia italiana. Mussolini era um grande homem, e escritores nacionais celebravam nas folhas as virtudes do óleo de rícino.
A literatura fugia da terra, andava num ambiente de sonho e loucura, convencional, copiava figurinos estranhos, exibia mamulengos que os leitores recebiam com bocejos e indivíduos sagazes elogiavam demais. O romance abandonava o palavrão, adquiria boas maneiras, tentava comover as datilógrafas e as mocinhas das casas de quatro mil e quatrocentos. Uma beatice exagerada queimava incenso defumando letras e artes corrompidas, e a crítica policial farejava quadros e poemas, entrava nas escolas, denunciava extremismos.
(Graciliano Ramos, Memórias do cárcere, vol. I. Adaptado)
Considere as afirmações seguintes, com foco na prática da leitura do texto.
I. O texto fornece indicadores do tempo e do espaço de sua produção, valendo-se de referências a fatos e personagens históricos.
II. Pontos de vista do autor acerca de fatos de que é contemporâneo podem ser identificados em passagens do texto, tais como – tínhamos a impressão de viver numa bárbara colônia alemã. Pior: numa colônia italiana.
III. A afirmação – Mussolini era um grande homem, e escritores nacionais celebravam nas folhas as virtudes do óleo de rícino – é coerente com o contexto interno, fazendo apologia do ditador italiano.
Deve-se concluir que é correto o que se afirma em
 

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