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2188288 Ano: 2021
Disciplina: Enfermagem
Banca: Consulplan
Orgão: ISGH
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A cicatrização óssea é um processo fisiológico complexo que segue uma cascata ordenada de eventos. O aspecto marcante da cicatrização óssea, comparado com a cicatrização em outros tecidos, é que o reparo é feito pelo tecido original, e não pelo tecido cicatricial. A regeneração é, talvez, uma descrição melhor do que o reparo. Dentre essas fases mais amplas, o processo de cicatrização óssea envolve a combinação de ossificação intramembranosa e endocondral. Esses dois processos participam, na sequência do reparo da fratura em, no mínimo, quatro estágios discretos de cicatrização.

Em relação a tais estágios, analise as afirmativas a seguir.

I. Fase de formação de hematoma (inflamação ou granulação): inicialmente, o volume de tecido no qual o novo osso será formado é preenchido com uma matriz, incluindo um coágulo sanguíneo ou hematoma. Nessa fase, a matriz dentro do local da lesão é envolta por tecidos locais, também traumatizados, resultando em necrose focal e fluxo sanguíneo reduzido. A resposta de cicatrização óssea efetiva inclui uma fase inflamatória inicial caracterizada pela liberação de uma variedade de produtos, como fibronectina, PDGF, TGF, aumento no fluxo sanguíneo regional, invasão de neutrófilos e monócitos, remoção de impurezas celulares e degradação do coágulo de fibrina local.

II. Fase de formação de calo mole (reparadora ou revascularização): caracterizada pela formação de tecidos conjuntivos, incluindo cartilagem, e pela formação de novos capilares dos vasos pré-existentes (angiogênese). Durante os primeiros sete a dez dias de cicatrização da fratura, o periósteo é submetido a respostas de formação óssea intramembranosa, e a evidência histológica mostra formação de ossos reticulados oposta ao córtex, à distância de alguns milímetros do local da fratura. A diferenciação é bastante influenciada pela tensão de oxigênio local e pelo ambiente mecânico, bem como por sinais dos fatores de crescimento locais. No meio da segunda semana, uma cartilagem abundante reveste o local da fratura e o tecido condroide inicia as preparações bioquímicas para realizar o processo de calcificação. Assim, o calo se torna uma estrutura triplamente coberta, consistindo em uma parte proliferadora externa, uma camada cartilagínea média e uma porção interna de novas trabéculas ósseas. A porção da cartilagem é substituída com o osso durante o avanço da cicatrização.

III. Fase de formação de calo duro (maturação ou modelagem): caracterizada pela remoção sistemática da matriz inicial e dos tecidos que estavam no local, primariamente pela reabsorção osteoclástica e condroclástica e sua substituição por osso lamelar (osso reticulado) alinhado em resposta ao ambiente de carga local. A calcificação da fratura no calo de cartilagem ocorre por um mecanismo quase idêntico àquele da placa de crescimento. Essa calcificação pode se desenvolver diretamente no tecido mesenquimatoso (intramembranoso), ou através do estágio intermediário da cartilagem (endocrondral ou rotas condroides). Os osteoblastos formam rapidamente o osso reticulado, mas o resultado é disposto de forma aleatória e mecanicamente fraco. A formação de pontes de fraturas por ossos reticulados constitui o fenômeno conhecido como união clínica. Assim que a cartilagem estiver calcificada, ela se torna o alvo para o crescimento interno dos vasos sanguíneos.

IV. Fase de remodelagem: ao substituir a cartilagem por osso e converter o osso esponjoso em compacto, o calo é gradualmente remodelado. Durante essa fase, o osso reticulado é remodelado em osso lamelar mais forte pela ação conjunta de reabsorção de osteoclastos e formação de osteoblastos.

Está correto o que se afirma em

 

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