Escherichia coli é um importante agente etiológico causador de infecções intramamárias em ruminantes e estão associados, principalmente, à mastite clínica e ambiental. Entretanto, tem sido demonstrado que alguns isolados de E. coli possuem uma maior capacidade em aderir e replicar no tecido mamário podendo determinar infecções persistentes no hospedeiro. Estimam-se perdas da ordem de bilhões de litros de leite por ano decorrentes da mastite na bovinocultura. Além das implicações econômicas, há de se considerar ainda a importância na saúde pública, uma vez que o leite e seus derivados podem se tornar potenciais veículos de transmissão de patógenos e toxinas, além do risco de sua contaminação com resíduos de antimicrobianos utilizados para o seu tratamento. Estudos demonstram que a terapia com antimicrobianos não vem obtendo resultados satisfatórios no controle da mastite. Isso é evidenciado pelo aumento de isolados resistentes aos antimicrobianos e pelo crescente número de casos de mastites recorrentes, muitas vezes causados pelo mesmo isolado bacteriano. Uma das recentes hipóteses para explicar esse fato é a capacidade de micro-organismos formarem biofilmes no tecido da glândula mamária, desenvolvendo, assim, uma resistência à maioria dos agentes antimicrobianos e às defesas do sistema imunológico.
Fonte: SILVA, 2013. Dissertação: Formação de Biofilmes em Meio Biótico e Abiótico por Escherichia coli Isoladas de Mastite Bovina na Presença de Antimicrobianos.
Qual (is) problema(s) destacado(s) no texto que ocasiona(m) a mastite bovina?