Nos anos 1970, a história acadêmica entrou no campo dos estudos operários que até então estava limitado à sociologia e em menor grau à ciência política. Para isso, tiveram contribuições decisivas os trabalhos desenvolvidos pelos acadêmicos americanos especializados no Brasil, conhecidos como “brasilianistas”.
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Ainda na primeira metade dos anos 70, o diagnóstico feito por alguns brasilianistas sobre a situação da produção dos estudos relacionados à classe operária no Brasil, era pouco lisonjeiro, porém exato:
O início da classe operária brasileira e do movimento operário foi raramente estudado por acadêmicos e, com a exceção em parte do trabalho de Azis Simão, a literatura existente não foi baseada na pesquisa de jornais do movimento e de publicações do período. (Gordon, Hall e Spalding)
(Claudio H. M. Batalha, A historiografia da classe operária
no Brasil: trajetórias e tendências. In: Marcos Cezar de Freitas (org.),
Historiografia brasileira em perspectiva. São Paulo:
Contexto, 1998, p. 150-1)
O interesse tardio dos historiadores brasileiros pelos estudos que tratam do operariado, entre outros fatores, tem relação com