Em Cabinda, alguns reinos – como o do Ngoio (grupo Bawoyo) – tinham se originado de migrações de clãs do reino do Congo, uma dispersão que data de meados do século XVII. Envolvida na rede do tráfico – de forma mais sistemática – no último quartel do século XVIII, primeiro com franceses e depois portugueses e brasileiros no século XIX, essa região sofreria mudanças econômicas consideráveis. As redes de tráfico – demandas cada vez maiores de cativos, arbitrariedades dos chefes locais e desavenças familiares – proporcionaram a
ruptura no poder tradicional no povo bawoyo, principalmente com a presença de elementos exógenos e a dependência da economia mercantil dos traficantes europeus e americanos.
(Flávio dos Santos Gomes. História dos quilombolas: mocambos e comunidades de senzalas no Rio de Janeiro, século XIX)
A partir do texto, é correto afirmar que